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O vazio e a vontade de sermos amados

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Quando na nossa infância, por alguma razão, não recebemos a expressão de amor, carinho ou afecto de que necessitávamos, pode ficar em nós uma memória emocional de vazio. Por vezes é discreta e quase imperceptível; outras vezes manifesta-se como uma saudade indefinida, um sentimento difícil de explicar, mas que nos acompanha ao longo da vida. E, sem nos apercebermos, podemos começar a procurar fora de nós aquilo que, em tempos, sentimos ter faltado dentro de nós. Surge então uma pessoa, uma situação ou uma promessa que parece encaixar exactamente nesse espaço antigo. Algo em nós desperta. Sentimos entusiasmo, esperança, encantamento. Como se, finalmente, estivéssemos prestes a encontrar aquilo que sempre procurámos. Nesses momentos, é fácil esquecermo-nos de nós próprios. É fácil começar a dar cada vez mais atenção ao vislumbre daquilo que desejamos encontrar e cada vez menos atenção aos sinais da realidade. E, enquanto tentamos confirmar que aquela promessa é verdadeira, podemos acabar...

Quando nos sentimos atraídos por alguém...

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Quando nos sentimos atraídos por alguém ao ponto de acreditarmos que estamos apaixonados ou até que amamos essa pessoa, e surge o desejo de avançar para uma relação amorosa, pode ser importante parar por um momento, respirar profundamente e escutar não apenas o coração, mas também a nossa sabedoria interior. Antes de dar mais um passo, talvez valha a pena perguntar: Esta pessoa faz-me sentir bem? Respeita-me verdadeiramente? Respeita os meus valores, os meus limites e a minha forma de estar na vida? Consigo ser eu próprio quando estou com ela, ou sinto necessidade de representar um papel para ser aceite? O interesse e o investimento são recíprocos, ou sou sempre eu quem toma a iniciativa? Gosto desta pessoa tal como ela é, ou estou apaixonado por aquilo que imagino que ela possa vir a ser? As suas atitudes confirmam as suas palavras? Sinto paz e segurança na sua presença, ou vivo demasiado tempo na dúvida e na ansiedade? Esta relação acrescenta valor à minha vida ou tem-me afastado de ...

Quando alguma coisa desperta sensações difíceis dentro de nós...

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Quando alguma coisa desperta sensações difíceis dentro de nós, seja porque nos sentimos excluídos, rejeitados, desvalorizados, sozinhos, abandonados, desamparados ou simplesmente emocionalmente afectados, talvez possamos recordar que não precisamos de lutar contra aquilo que estamos a sentir. Seja qual for a forma como essa experiência se manifesta, através de um aperto no peito, um nó no estômago, uma tensão no corpo, uma sensação de vazio, inquietação, tristeza, ansiedade ou qualquer outra sensação mais difícil de descrever, podemos simplesmente fazer uma pausa e reconhecer a sua presença. Em vez de resistir ou tentar afastar aquilo que sentimos, talvez possamos oferecer-nos um gesto simples de acolhimento. Dê a si próprio um abraço. Um abraço verdadeiro. Feche suavemente os olhos e permita-se sentir o contacto dos seus próprios braços à sua volta. Enquanto respira profunda e pausadamente, deixe que cada e...

Conseguir ou Querer?

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  É muito frequente confundirmos estes dois verbos: CONSEGUIR e QUERER. Ou seja, se alguém diz que não consegue mudar determinado comportamento é bom que se pergunte: "Não consigo ou não quero?!" Muitas vezes, quando alguém diz "não consigo", está a descrever uma sensação de incapacidade, mas nem sempre existe uma impossibilidade real. Perguntar a si próprio "não consigo ou não quero?" pode ser um exercício de honestidade importante. Há comportamentos cuja mudança exige esforço, desconforto, disciplina ou a renúncia a benefícios imediatos. Nesses casos, o "não consigo" pode esconder um "não quero pagar o preço da mudança". Por outro lado, também é importante não sermos redutores nesta reflexão. De facto, existem situações em que a pessoa realmente enfrenta obstáculos significativos: hábitos profundamente enraizados, dependências, problemas emocionais, crenças limitadoras ou circunstâncias externas difíceis. Nesses casos, reduzir tudo a ...

Ansiedade e Raiva

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  Nem tudo o que parece ansiedade é ansiedade. Muitas vezes, o que as pessoas chamam de ansiedade é, na verdade, raiva, revolta ou indignação contida perante aquilo que lhes aconteceu. Mas admitir "estou zangado" pode ser mais difícil do que dizer "estou ansioso". Porque a raiva confronta-nos com limites ultrapassados, injustiças vividas e dores que ainda não aceitamos. Sim. Por vezes, muitas vezes, a ansiedade não está a esconder medo. Está a esconder raiva. E a melhor forma de nos libertarmos desta raiva - por mais estranho que pareça - passa por reconhecê-la, compreendê-la, aceitá-la, legitimá-la... Esse é o caminho. . . . MarioRuiSantos.net

“Não são os críticos que importam..."

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  “Não são os críticos que importam: não são aqueles que apontam como os outros tropeçam ou onde aqueles que de facto fazem poderiam ter feito melhor. O mérito pertence a quem está de facto na arena, cujo rosto está marcado pela poeira, suor e sangue, que luta bravamente, que erra e falha repetidamente, porque não há esforço sem erro ou falha, mas que conhece os grandes entusiasmos, as grandes devoções... O mérito pertence a quem se entrega a uma causa nobre; que, na melhor das hipóteses, conhece, no fim, o triunfo da grande conquista, e que, na pior das hipóteses, se falhar, pelo menos falha ousando grandemente, de tal modo que o seu lugar nunca será junto daquelas almas frias e tímidas que não conheceram nem a vitória nem a derrota.” —Theodore Roosevelt - discurso na Sorbonne, Paris, Abril 23, 1910 . . . www.Hipnose-Motivacao.net #marioruisantos

Frustração – Essa grande professora

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  - artigo publicado na revista Saúde Actual - Setembro/Outubro 2026 Há sentimentos de que gostaríamos de nos livrar. A tristeza, a ansiedade, a raiva, o medo, a desilusão, a frustração... Passamos muitas vezes boa parte da nossa vida a tentar evitá-los, controlá-los ou eliminá-los. Como se o desenvolvimento pessoal consistisse, de alguma forma, em aprendermos a viver sem aquilo que nos incomoda. Talvez seja precisamente o contrário. Talvez uma parte importante do nosso desenvolvimento pessoal consista em aprendermos a lidar melhor com aquilo que inevitavelmente faz parte da experiência humana . E a frustração é um desses sentimentos. É transversal. É recorrente. E, de uma forma ou de outra, acompanha-nos ao longo de toda a vida. A frustração aparece quando aquilo que desejamos não acontece. Quando alguém não corresponde às nossas expectativas. Quando fazemos tudo aquilo que julgávamos necessário e, ainda assim, o resultado não é o que esperávamos. Quando...