Mensagens

“Quem bate não lembra. Quem leva não esquece.”

Há muitos anos atrás trabalhei com uma senhora com seus setenta e poucos anos que me procurou para deixar de fumar. Tive uma primeira conversa com ela para conhecer um pouco da sua história e da sua relação com o tabaco. Nesse momento ela partilhou comigo que achava que não tinha muita auto-estima e amor próprio. Contou-me que foi educada por uma tia por causa de uma difícil confusão de família - em que os avós da mãe não aceitavam a família do pai, etc. enfim... Confirmando-lhe eu que a infância como foi vivida pode ter deixado algum impacto nessa sua falta de amor próprio, respondeu-me que havia um episódio que ela nunca tinha esquecido. Com os seus seis anitos e nessa difícil relação com essa senhora sua tia foi deixar o lixo de casa à rua e, no momento em que ela se preparava para sair de casa, a tia disse-lhe: "Olha! Aproveita e fica lá tu também!..." Relembro-vos que esta era uma mulher com mais de setenta anos e que pelo menos já teriam passado mais de sessenta anos so...

Tem paciência

"Tem paciência com tudo o que está por resolver no teu coração e tenta amar as próprias perguntas como se fossem quartos trancados ou livros escritos numa língua muito estrangeira. Não busques agora as respostas, que não te podem ser dadas porque não serias capaz de as viver. E o ponto central é viveres tudo. Vive as perguntas agora. Talvez, então, gradualmente, sem perceberes, tu vivas até chegares à resposta em algum dia distante." - Rainer Maria Rilke

Amor Próprio

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  Assumimos de forma muito ligeira a incontornável necessidade de nos amarmos e respeitarmos. E esse é um triste e gravíssimo erro. Quanto mais cedo o percebermos e corrigirmos mais cedo começaremos a construir relações mais saudáveis — connosco próprios e com os outros. Não há amor ao próximo sem amor ao próprio. . . . MarioRuiSantos.net

Rejeição

Todas as situações de rejeição que possamos viver empurram‑nos para um reencontro com a dúvida de valor que um dia tivemos sobre nós mesmos. No dia em que observamos, de forma mais consciente, essa mesma dúvida equivocada, o padrão interrompe‑se, o “feitiço” quebra‑se. Nunca mais sentiremos a rejeição com dor, porque, nesses momentos, passaremos a sentir a mais profunda reconexão connosco mesmos. . . . MarioRuiSantos.net

ACEITAR, pode não ser uma coisa fácil.

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ACEITAR, pode não ser uma coisa fácil. Especialmente se no passado de cada um de nós tivermos episódios de situações em que nos disseram que devíamos de aceitar coisas que na verdade não deveríamos de aceitar. Sim, aceitar nem sempre é fácil. Muitos de nós carregamos cicatrizes de situações em que fomos pressionados (por família, relacionamentos, religião, sociedade ou até por nós mesmos) a “aceitar” coisas que eram inaceitáveis: desrespeito, abuso emocional, manipulação, injustiças, ou a negação da nossa própria dor e limites. Quando isso acontece repetidamente, a própria ideia de “aceitar” pode ficar contaminada. Passamos a associá-la a submissão, fraqueza ou autoabandono. Aceitação saudável vs. aceitação tóxica Existe uma diferença crucial Aceitação tóxica é quando nos forçam (ou nos forçamos) a engolir algo que viola nossos valores, nossa dignidade ou nossa integridade. É o “engole e cala”. Aceitação madura é reconhecer a realidade do que aconteceu ou do que é, sem gastar energia...

O Vazio

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É bem provável que muitos de nós não se lembrem mas a experiência de nascer pode ser bem assustadora e perturbadora. Saímos do ventre da nossa progenitora, de um ambiente que nos era conhecido e ao qual nos fomos adaptando, para um espaço imenso, desconhecido, Vazio... Sim. Pode ser bem assustadora. E deixar uma memória que nos assombra. Especialmente se não nos ensinarmos a olhar e sentir o Vazio de forma diferente. Sim, o Vazio. Essa passagem do útero para o mundo é, de facto, uma das primeiras grandes rupturas da existência. Um salto súbito de um espaço quente, líquido, contido, ritmado pelos batimentos da mãe — para um universo de ar frio, luz agressiva, sons cortantes e gravidade implacável. Não é de admirar que o corpo se lembre, mesmo que a mente consciente não consiga. Muitos psicólogos e terapeutas (como Otto Rank ou Stanislav Grof) falaram disso como o trauma do nascimento: o protótipo de todas as ansiedades posteriores de separação, perda de controlo e confronto com o descon...

Carta aberta a um/a amig@ que tem andado a fazer-se mal

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  Querido(a) amigo(a) Espero que te encontres tão bem quanto possível e que estejas num momento mais disposto(a) a considerar as palavras que aqui partilho. Quero começar por expressar a minha preocupação e amor por ti, pois acredito que seja necessário tomar uma decisão importante em relação à tua saúde e bem-estar. Escrevo esta carta como um apoio, um incentivo para que embarques numa jornada de mudança, limpeza ou desintoxicação. Ao longo dos últimos tempos, tenho testemunhado o teu sofrimento causado pelos teus comportamentos, vícios e hábitos prejudiciais que têm tomado conta da tua vida. Sei que pode ser uma batalha árdua e que podes estar a sentir um misto de medo, incerteza e até mesmo resistência à ideia de mudança ou desintoxicação. No entanto, gostaria de te lembrar que nunca estarás só durante todo o processo. A razão pela qual estou a incentivar-te a fazer essa mudança ou desintoxicação é porque vejo o quanto és especial e o potencial que tens para uma vida mais saudáv...