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A UTILIDADE do RESSENTIMENTO

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O ressentimento até parece algo só negativo, mas na verdade tem algumas “funções” psicológicas importantes — o problema é quando fica preso e começa a fazer mais mal do que bem. 1. Sinal de que algo foi injusto O ressentimento funciona como um alarme emocional. Ele diz: “isto não foi justo” ou “os meus limites foram ultrapassados”. Sem essa emoção, poderíamos aceitar situações prejudiciais repetidamente. 2. Protecção do ego e dos valores Ele ajuda a preservar a tua identidade e valores. Quando alguém te trata mal, o ressentimento reforça a ideia de que mereces melhor — o que pode ser saudável. 3. Motivação para mudança Pode levar à acção: afastar-te de alguém, redefinir limites ou até mudar de ambiente. Muitas decisões importantes começam com um desconforto emocional acumulado. 4. Processamento emocional incompleto Aqui está o ponto crítico: o ressentimento aparece quando algo não foi resolvido — falta de expressão, falta de validação ou incapacidade de “fechar o ciclo”. Nesse sen...
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Que esta seja uma etapa de mais amor próprio, mais saúde e mais bem estar para todos. Páscoa Feliz e mais Amor Próprio! 🥚💜 . . . www.MarioRuiSantos.net
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Se és homem e não tens estado bem emocionalmente ou psicologicamente e não tens procurado ajuda, estas são as prováveis razões que te podem estar a travar nessa busca de ajuda: 1. A pressão para seres "inabalável" Desde cedo, a sociedade ensina-te que ser homem é sinónimo de força, autossuficiência e resiliência absoluta. Podes sentir que admitir uma vulnerabilidade é o mesmo que admitir uma falha no teu caráter ou na tua masculinidade. A ideia de que deves ser o "pilar" da família ou do trabalho muitas vezes impede-te de reconhecer que esse pilar também precisa de manutenção. 2. A barreira da autossuficiência Talvez tenhas crescido com a convicção de que deves resolver os teus problemas sozinho. Pedir ajuda pode parecer uma perda de controlo ou de autonomia. No entanto, cuidar da mente exige ferramentas específicas que, tal como em qualquer outra área técnica, por vezes precisam de um especialista. 3. Dificuldade em nomear o que sentes Se nunca foste incentivado ...
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Ciúme, inveja, cobiça, comparação... são atitudes, sentimentos ou emoções que não surgem por "maldade", mas sim como mecanismos de defesa e adaptação que nos acompanham desde os primórdios da humanidade. São emoções de "protecção" que, embora desconfortáveis, tentam manter-nos competitivos e seguros num ambiente social. No passado, se um membro da tribo acumulava mais comida ou poder, isso poderia significar menos recursos para os outros. A inveja funcionava como um alerta biológico: "Atenção, tu estás a ficar para trás na hierarquia de sobrevivência". Também nos primórdios da humanidade garantir que um parceiro ou aliado permanecesse fiel era essencial para a criação da prole e para a segurança do grupo. E o ciúme surgiu como preservação de vínculos bem como para proteger investimentos emocionais e reprodutivos. Psicologicamente, como não temos uma régua absoluta para "sucesso" ou "felicidade", usamos o vizinho como métrica. Fazemos ...
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  Um dos grandes dilemas ou dificuldades deste nosso cérebro humano tem a ver com aquilo que nos aparece como fruto da nossa intuição ou dos nossos medos e desejos/apego. Torna-se difícil, muitas vezes, distinguir a importante diferença. Mas ela existe e podemos treinar-nos a percebê-la. Um patamar importante é observar a natureza da sensação e o ritmo da mensagem. A intuição é uma certeza calma e silenciosa que expande; o medo, a paranoia e o desejo são ruídos urgentes e repetitivos que contraem. Se a voz "grita", impõe pressentimentos catastróficos ou exige uma satisfação imediata: Não é intuição. Se a voz apenas "informa" com uma clareza desapegada e sem drama (mesmo que a mensagem seja desafiante): É a sua intuição. Em suma, a intuição afirma, o medo ameaça e o desejo implora. Por exemplo a intuição diz "segue outro caminho", o medo diz "cuidado vais magoar-te" e o desejo/apego diz "tem que ser por aqui". Em situações como esta, por...
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Há quem se obrigue a controlar tudo, a antecipar tudo, procurando evitar ou afastar-se da imprevisibilidade. Isto porque a imprevisibilidade pode colocar-nos mais vulneráveis. E há quem se afaste da própria vulnerabilidade por medo de não conseguir sair dela. Como se, ao tocar nas emoções mais profundas, pudesse ficar preso na dor. Mas a verdade é outra: o que fica guardado no silêncio pesa muito mais do que aquilo que é sentido com consciência. A vulnerabilidade não é uma prisão. É uma porta. E muitas vezes, é precisamente por ela que começa a libertação. Assim nos vamos libertando da necessidade ansiosa de controlar tudo, de antecipar tudo… Assim nos vamos libertando para a vida. Assim vamos fazendo o caminho. . . . www.M arioRuiSantos.net
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Amor próprio – Um dos amores mais importantes da nossa vida (artigo publicado na Revista Saúde Actual - Mar/Abr) “Você, assim como qualquer pessoa no universo inteiro, merece o seu amor e a sua afeição.” — Buddha Pode parecer repetitivo, batido, monótono… este tema do amor próprio. No entanto, continua-se a verificar que a falta desse amor próprio é o problema que podemos encontrar mais presente e a montante de muitas perturbações emocionais e sociais. E poucas vezes se vê esse défice como “o assunto” a ser trabalhado – isto porque se vai naturalizando esse mesmo problema em cada um de nós. Por isso vale a pena trazer este tema para a reflexão recorrentemente e de alguma forma ir deixando-o presente como um assunto incontornável na dimensão do bem-estar emocional e do desenvolvimento pessoal. O amor próprio é um dos pilares centrais do desenvolvimento pessoal e espiritual, porque a relação que temos connosco define todas as outras relações da nossa vida. A forma como pensamos, sent...