Mensagens

Compreendo que as pessoas, muitas vezes, não consigam ser mais felizes do que são

Imagem
Compreendo que as pessoas, muitas vezes, não consigam ser mais felizes do que são. Compreendo perfeitamente. A vida quotidiana muitas vezes drena a energia necessária para novos projectos, novos objectivos e novas formas de estar. Entre responsabilidades, preocupações, rotinas e desafios inesperados, muitas pessoas sentem que estão simplesmente a tentar atravessar mais um dia. A sobreviver, a aguentar... Por isso, acredito que uma das mudanças mais importantes passa pela forma como olhamos para aquilo que é necessário e indispensável fazermos todos os dias. Não tudo o que gostaríamos de fazer. Não tudo o que achamos que deveríamos fazer. Apenas aquilo que, realisticamente, está ao nosso alcance naquele momento. Fazer o que é preciso sem nos cobrarmos em excesso. Sem nos exigirmos para além das nossas capacidades actuais. Sem transformar cada tarefa numa prova ao nosso valor pessoal. Paradoxalmente, esta atitude mais gentil e mais realista não nos torna menos produtivos. Muitas vezes pe...

O medo do desamparo

Imagem
  Poucas pessoas me falam directamente deste medo, mas muitas pessoas o carregam dentro de si. O medo do desamparo está muitas vezes ligado ao receio de nos vermos numa situação em que nos sentimos vulneráveis, desprotegidos e sem a possibilidade de sermos ajudados. Não é apenas o medo de estar sozinho. É o medo de sentir que, perante uma dificuldade, não teremos recursos suficientes dentro de nós nem apoio suficiente à nossa volta para a enfrentar. Quem carrega este medo tende a sentir mais ansiedade em alguns momentos de solidão. Em certos casos, começa mesmo a evitar situações em que possa sentir-se dependente, exposto, vulnerável ou sem controlo. Por detrás deste evitamento existe frequentemente uma tentativa de garantir que nunca voltará a sentir aquele desamparo que, em algum momento da vida, conheceu. Como acontece com quase todos os medos profundos, há normalmente uma história pessoal que ajuda a compreender a sua origem. Algumas das experiências que podem contribuir para ...

O túnel

Imagem
  «Quando acreditava que a minha existência era uma sucessão de factos, parecia-me estar aprisionado em mim mesmo. A minha vida parecia um túnel de vidro, através do qual me movia cada vez mais depressa a cada ano que passava, e no fim do qual havia escuridão. Quando mudei de perspectiva, as paredes do meu túnel de vidro desapareceram. Agora vivo ao ar livre.» - Derek Parfit Há uma tendência natural para vivermos fechados dentro da história que contamos sobre nós próprios. "Eu sou assim", "a minha vida é isto", "o meu caminho é aquele". E, sem darmos por isso, essas definições transformam-se em paredes. Mas talvez sejamos muito mais do que a imagem que construímos de nós mesmos. Talvez a liberdade comece quando deixamos de nos agarrar tanto a uma identidade fixa e passamos a participar mais plenamente na vida, nas relações e nas experiências que se desenrolam à nossa volta. Por vezes, não é preciso mudar de vida. Basta mudar a perspectiva. E aquilo que par...

*Aversão a este mundo social?

Imagem
Com alguma sensibilidade e sentido crítico, poderemos encontrar neste mundo social muitas coisas com as quais não nos identificamos. Conversas, formas de estar, maneiras de comunicar, comportamentos... aspectos que podemos considerar idiotas, desnecessários, incorrectos ou injustos. E, ao observarmos estes ruídos, é natural que o nosso corpo e a nossa mente expressem aversão. O problema surge quando não colocamos algum travão nessa aversão. Aos poucos, ela vai contribuindo para uma crescente desconexão em relação a esse mundo social. E, sem darmos por isso, empurra-nos para uma clausura que pode acabar por nos atrofiar. Nem tudo aquilo de que discordamos merece a nossa rejeição. Nem tudo aquilo que nos incomoda deve tornar-se motivo para nos afastarmos. A maturidade passa também pela capacidade de permanecermos ligados ao mundo, mesmo quando reconhecemos nele imperfeições, incoerências e contradições. . . . Hipnose-Motivacao.net

Sobre a energia da zanga, da raiva ou do conflito

Imagem
Muitos de nós não gostamos da energia da zanga, da raiva ou do conflito. E isso faz sentido. Muitas vezes, aprendemos a temê-la muito cedo na vida. Talvez porque crescemos à volta dela. Talvez porque a associámos a momentos de rejeição, humilhação, abandono ou insegurança. E, quando isso acontece, o nosso cérebro começa a tratar o conflito como se fosse um perigo. Anos mais tarde, já adultos, continuamos a fugir de tudo o que se parece com confronto. Evitamos conversas difíceis. Evitamos dizer aquilo que pensamos. Evitamos desagradar. Evitamos colocar limites. Mas esse evitamento tem um preço. A pouco e pouco, vamos aceitando situações que não deveríamos aceitar. Vamos ficando mais afastados de nós próprios. E aquilo que começou por ser uma forma de nos protegermos acaba por se transformar numa forma de nos limitarmos. Temos todo o direito de não gostar da energia da zanga, da agressividade ou do conflito. Mas é importante que não tenhamos medo dela. Porque o conflito não é necessariam...

É difícil...

Imagem
  O que é necessário, sensato, correcto, mais saudável, justo... pode ser difícil, trabalhoso, complicado ou desgastante, mas... É possível! E é bom que perante as necessárias mudanças que tenhamos para fazer nesta nossa experiência humana nos possamos ir relembrando: É possível! Assim se vai fazendo o caminho. . . . Hipnose-Motivacao.net

Este nosso cérebro humano procura constantemente catalogar a realidade...

Imagem
  Este nosso cérebro humano procura constantemente catalogar a realidade. Tenta distinguir o que é bom do que é mau, em quem pode confiar e em quem não pode, quais são as circunstâncias favoráveis ou adversas, quais as decisões certas ou erradas. Procura respostas claras, definições seguras, territórios conhecidos. Procura o preto e o branco. E quando não consegue catalogar, prever ou compreender... inquieta-se. Assusta-se. Fica em estado de alerta. Há quem chame a isto necessidade de controlo. Mas, muitas vezes, aquilo a que chamamos necessidade de controlo é, na verdade, algo mais específico: uma necessidade de reduzir a incerteza. Uma necessidade de antecipar, prever e preparar-se para aquilo que poderá acontecer. Quando observamos esta tendência com mais atenção, percebemos que por detrás dela poderá existir um medo mais profundo: o medo da indefinição, da ambiguidade, da surpresa, da vulnerabilidade. O medo de não sabermos. O medo de não estarmos preparados. E esse medo rarame...