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*Aversão a este mundo social?

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Com alguma sensibilidade e sentido crítico, poderemos encontrar neste mundo social muitas coisas com as quais não nos identificamos. Conversas, formas de estar, maneiras de comunicar, comportamentos... aspectos que podemos considerar idiotas, desnecessários, incorrectos ou injustos. E, ao observarmos estes ruídos, é natural que o nosso corpo e a nossa mente expressem aversão. O problema surge quando não colocamos algum travão nessa aversão. Aos poucos, ela vai contribuindo para uma crescente desconexão em relação a esse mundo social. E, sem darmos por isso, empurra-nos para uma clausura que pode acabar por nos atrofiar. Nem tudo aquilo de que discordamos merece a nossa rejeição. Nem tudo aquilo que nos incomoda deve tornar-se motivo para nos afastarmos. A maturidade passa também pela capacidade de permanecermos ligados ao mundo, mesmo quando reconhecemos nele imperfeições, incoerências e contradições. . . . Hipnose-Motivacao.net

Sobre a energia da zanga, da raiva ou do conflito

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Muitos de nós não gostamos da energia da zanga, da raiva ou do conflito. E isso faz sentido. Muitas vezes, aprendemos a temê-la muito cedo na vida. Talvez porque crescemos à volta dela. Talvez porque a associámos a momentos de rejeição, humilhação, abandono ou insegurança. E, quando isso acontece, o nosso cérebro começa a tratar o conflito como se fosse um perigo. Anos mais tarde, já adultos, continuamos a fugir de tudo o que se parece com confronto. Evitamos conversas difíceis. Evitamos dizer aquilo que pensamos. Evitamos desagradar. Evitamos colocar limites. Mas esse evitamento tem um preço. A pouco e pouco, vamos aceitando situações que não deveríamos aceitar. Vamos ficando mais afastados de nós próprios. E aquilo que começou por ser uma forma de nos protegermos acaba por se transformar numa forma de nos limitarmos. Temos todo o direito de não gostar da energia da zanga, da agressividade ou do conflito. Mas é importante que não tenhamos medo dela. Porque o conflito não é necessariam...

É difícil...

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  O que é necessário, sensato, correcto, mais saudável, justo... pode ser difícil, trabalhoso, complicado ou desgastante, mas... É possível! E é bom que perante as necessárias mudanças que tenhamos para fazer nesta nossa experiência humana nos possamos ir relembrando: É possível! Assim se vai fazendo o caminho. . . . Hipnose-Motivacao.net

Este nosso cérebro humano procura constantemente catalogar a realidade...

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  Este nosso cérebro humano procura constantemente catalogar a realidade. Tenta distinguir o que é bom do que é mau, em quem pode confiar e em quem não pode, quais são as circunstâncias favoráveis ou adversas, quais as decisões certas ou erradas. Procura respostas claras, definições seguras, territórios conhecidos. Procura o preto e o branco. E quando não consegue catalogar, prever ou compreender... inquieta-se. Assusta-se. Fica em estado de alerta. Há quem chame a isto necessidade de controlo. Mas, muitas vezes, aquilo a que chamamos necessidade de controlo é, na verdade, algo mais específico: uma necessidade de reduzir a incerteza. Uma necessidade de antecipar, prever e preparar-se para aquilo que poderá acontecer. Quando observamos esta tendência com mais atenção, percebemos que por detrás dela poderá existir um medo mais profundo: o medo da indefinição, da ambiguidade, da surpresa, da vulnerabilidade. O medo de não sabermos. O medo de não estarmos preparados. E esse medo rarame...

A Arte de Estar com os Outros sem nos Perdermos a Nós Próprios

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  A Arte de Estar com os Outros sem nos Perdermos a Nós Próprios "A solidão e a sociabilidade são necessidades complementares da natureza humana." Arthur Schopenhauer (artigo publicado na Revista Saúde Actual - Novembro/Dezembro 2026) O ser humano é um animal social. Desde os primeiros momentos de vida dependemos dos outros não apenas para sobreviver fisicamente, mas também para nos desenvolvermos emocional, psicológica e até biologicamente. A nossa identidade é construída em relação com o mundo que nos rodeia. Aprendemos quem somos através do olhar dos outros, da forma como somos acolhidos, compreendidos, valorizados ou rejeitados. A necessidade de ligação faz parte da nossa natureza. O isolamento prolongado tende a gerar sofrimento porque contraria uma necessidade fundamental do ser humano. Precisamos de sentir pertença, partilhar experiências, trocar afectos, comunicar ideias e sentir que ocupamos um lugar significativo na vida de alguém. Quando essa necessidad...

Há padrões que parecem repetir-se na nossa vida.

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Há padrões que parecem repetir-se na nossa vida. As mesmas dificuldades. Os mesmos conflitos. O mesmo tipo de pessoas. As mesmas emoções a regressarem sob diferentes formas. É tentador acreditar que tudo isso faz parte de um destino pré-definido ou de uma inevitabilidade sobre a qual não temos qualquer influência. Mas, muitas vezes, aquilo que se repete não é a situação em si. É a forma como a interpretamos. É a forma como reagimos. É a forma como pensamos, sentimos e agimos perante aquilo que nos acontece. Quando respondemos sempre da mesma maneira, tendemos a obter resultados semelhantes. E é isso que mantém vivos muitos dos padrões que julgamos inevitáveis. A mudança começa quando nos tornamos conscientes desses automatismos. Quando observamos os nossos pensamentos em vez de os seguirmos cegamente. Quando questionamos as velhas histórias que contamos a nós próprios. Quando escolhemos agir de forma diferente, mesmo que isso provoque desconforto ou incerteza. Não podemos controlar tud...

A dor no joelho da Josefina

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  Quando era criança, a Josefina gostava de brincar, rir, saltar... enfim, de ser criança. A mãe, nem sempre muito favorável a estas demonstrações de energia, chamava-a constantemente à atenção para que não se magoasse. Mas, um dia, a Josefina magoou-se a sério. Teve uma queda grave e precisou de ser operada ao joelho. A operação correu bem. E os médicos, brincando com ela e com a mãe, diziam-lhe que o joelho tinha ficado melhor do que estava antes. E a Josefina foi crescendo. Mas, de vez em quando, o joelho doía-lhe. E, por vezes, doía muito. Consultou vários médicos e despistou todas as possíveis causas para aquelas dores. Mas a resposta era sempre a mesma: estava tudo bem com o joelho. Nada justificava as dores que ela dizia sentir. Curiosamente, já em adulta, essas dores pareciam surgir com mais intensidade em determinadas situações. Quando precisava de fazer mudanças na sua vida, tomar decisões difíceis ou arriscar um pouco mais, o padrão repetia-se. Mas a Josefina nunca atrib...