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Expectativas

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Não te zangues por criares expectativas. Se tens um cérebro humano é natural que as cries. Mas ensina-te a fazer o luto daquelas que não se cumprem ou se confirmam. É importante, para esta nossa experiência humana, aprender a fazê-lo. . : . www.MarioRuiSantos.net
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  "O segredo do amor é maior do que o segredo da morte." ~ Oscar Wilde

Solidão

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"Vou dizer-te o que os eremitas perceberam: Se fores para uma floresta muito, muito distante e ficares em completo silêncio, vais compreender que estás ligado a tudo." - Allan Watts A solidão incomoda muitos de nós. Sentirmo-nos sozinhos, abandonados, rejeitados, excluídos, à parte, desamparados… pode fazer-nos sofrer profundamente. A solidão toca pontos da nossa história. Toca antigas feridas. Pode acordar memórias, medos e necessidades que talvez tenhamos passado uma vida inteira a tentar calar. E, por isso, fazemos tudo para não a sentir. Procuramos pessoas. Ruído. Actividade. Conversas. Relações. Distracções. Qualquer coisa que nos impeça de ficarmos a sós com aquilo que sentimos. Mas talvez exista algo de muito poderoso do outro lado dessa dor. Talvez a solidão seja uma espécie de cortina que precisamos de atravessar. Porque, quando conseguimos ficar connosco próprios, quando deixamos de fugir, de resistir e de lutar contra a sensação de estarmos sós, podemos descobrir a...

ESPÍRITO CRÍTICO PRECISA-SE — e não é um luxo, é uma urgência!

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  Ao longo dos anos, trabalhando com pessoas extraordinárias — sensíveis, inteligentes, profundamente humanas — tenho percebido que o maior risco não é a dor que carregam, mas a facilidade com que o mundo actual lhes tenta sequestrar a clareza. Há demasiado ruído, demasiada opinião travestida de verdade, demasiada emoção disfarçada de facto. E, no meio disso tudo, a mente humana fica vulnerável. O problema não é apenas a estupidez que circula. É a velocidade com que circula. O problema não é apenas a mentira. É a forma como se veste de “informação”. O problema não é apenas a desinformação. É a maneira como se infiltra, subtil, quase invisível, até se tornar crença. E é aqui que entra aquilo que mais defendo no meu trabalho: o espírito crítico como elemento importante do poder pessoal. O espírito crítico não é agressividade. É presença. É lucidez. É a capacidade de olhar para uma frase, uma notícia, uma opinião, e perguntar — sem medo —: “Será mesmo assim?” Não para destruir. Não pa...

A procrastinação é um sintoma, não é o problema

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Procrastinação é o adiamento voluntário de uma tarefa, decisão ou comportamento, apesar de sabermos que seria melhor realizá-lo naquele momento. No entanto, esta palavra (Procrastinação) descreve um comportamento, mas não explica necessariamente a sua causa. É um pouco como dizer que alguém «tosse». A tosse é real, mas pode resultar de coisas muito diferentes. Não tratamos todas as tosses da mesma maneira só porque têm o mesmo nome. Com a procrastinação pode acontecer algo semelhante. Duas pessoas podem deixar exactamente a mesma tarefa para amanhã e, no entanto, estarem a viver processos internos completamente diferentes. Uma pode estar a evitar a ansiedade provocada pela tarefa. Outra pode estar bloqueada pelo perfeccionismo. Outra pode estar simplesmente exausta. Outra pode não saber por onde começar. Outra pode ter dificuldade em manter a atenção numa actividade pouco estimulante. Outra pode estar sobrecarregada com demasiadas tarefas e incapaz de estabelecer prioridades. Outra p...

A VARINHA MÁGICA INTERIOR

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  Existe uma espécie de varinha mágica dentro de nós. Não muda o que aconteceu. Não faz desaparecer uma injustiça. Não transforma o errado em certo. Não apaga uma desilusão. Não faz com que aquilo que nos magoou nunca tenha acontecido. Mas pode ajudar-nos a mudar uma coisa muito importante: a importância que continuamos a dar-lhe. É uma escolha mental. Podemos dizer a nós próprios: “Isto que aconteceu foi injusto.” “Foi errado.” “Foi desnecessário.” “Eu não merecia que me tratassem assim.” “Tenho todo o direito de me sentir magoado, triste ou zangado.” E depois acrescentar: “Mas as coisas foram como foram.” “Eu não posso mudar o que aconteceu.” “E não quero continuar a carregar isto dentro de mim da mesma maneira.” “Por isso, escolho dar-lhe menos importância.” Isto não é resignação. Não é dizer que aquilo foi correcto. Não é perdoar à força. Não é fingir que não doeu. É deixar de alimentar aquilo que já nos alimentou de dor suficiente. Há acontecimentos que não podemos tornar just...