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As sensações de arrependimento ou de tempo perdido tornam-se, muitas vezes, inúteis quando compreendemos duas coisas:

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As sensações de arrependimento ou de tempo perdido tornam-se, muitas vezes, inúteis quando compreendemos duas coisas: 1. Porque cometemos aquele erro ou tomámos aquela decisão. O que estávamos a sentir? O que procurávamos? O que não conseguíamos ver? O que precisávamos naquele momento? Compreender as razões que nos levaram a fazer determinada escolha não significa desculpar o erro. Significa perceber a pessoa que éramos naquele momento. 2. Que importantes e valiosas lições e aprendizagens recebemos. Porque, mesmo quando uma decisão corre mal, quase sempre há alguma coisa que podemos aprender com ela. Talvez tenhamos aprendido a conhecer-nos melhor. Talvez tenhamos descoberto os nossos limites. Talvez tenhamos percebido aquilo que não queremos voltar a viver. Talvez tenhamos aprendido a dizer não. Talvez tenhamos aprendido a escolher melhor. Assim, se há alguma coisa que ainda te prende ao passado — uma decisão, um erro, uma relação, uma oportunidade perdida — e sentes arrependimento ou...

Respostas ou Perguntas?

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  Não procures quem te dê respostas. Procura quem te ajude a fazer as perguntas certas. Porque, muitas vezes, aquilo a que chamas «resposta» é apenas uma forma de deixares de pensar. Alguém te diz o que deves fazer. Tu segues. Alguém te explica porque és assim. Tu acreditas. Alguém dá um nome ao que sentes. Tu adoptas o nome. Alguém encontra uma explicação para a tua vida. E tu, finalmente, deixas de a questionar. É confortável. Mas não é necessariamente crescimento. Talvez não precises de alguém que te diga quem és. Talvez precises de alguém que te ajude a questionar aquilo que pensas ser. Que te pergunte: E se não for assim? E se aquilo que consideras um problema for apenas a forma que encontraste para lidar com outra coisa? E se aquilo de que tens medo não for aquilo que realmente temes? E se a tua necessidade de controlar não for amor pelo controlo, mas medo de descobrir o que acontece quando deixas de controlar? E se a pergunta que repetes há anos estiver errada? Porque há per...

Falar é fácil?! - Nem sempre.

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  Quando alguém que viveu a dor, a manipulação, a traição ou o perigo procura avisar-te escuta com atenção.  Quem passou por essas experiências vê, muitas vezes, aquilo que os outros não conseguem ver.  Conhece os sinais, reconhece os padrões e percebe a verdade escondida por detrás das aparências. Falar de fora, opinar, dar sugestões sem conhecimento ou experiência de vida é fácil para muita gente e, por isso, muita gente o faz. Mas nem todos os avisos nascem da ignorância, do medo ou do pessimismo.  Alguns nascem da sabedoria.  Alguns vêm de alguém que, por pouco, não foi destruído precisamente por aquilo para que muitos podem caminhar. Demasiadas vezes desvalorizamos um conselho apenas porque nos causa desconforto.  Preferimos acreditar nas aparências de futilidade de quem nos aconselha do que na experiência de quem já percorreu esse caminho.  Mas a sabedoria escuta. A sabedoria presta atenção.  A sabedoria compreende que aqueles que conheceram...

Podemos dizer-nos coisas muito violentas

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Podemos dizer-nos coisas muito violentas. Coisas duras. Coisas como: «Vai correr tudo mal.» «Não vais conseguir.» «Vais perder tudo novamente.» «Vais falhar.» «Vais sempre sentir esta dor.» «Nunca vais melhorar da ansiedade. Isto nunca vai parar.» «Vais sofrer.» E, por mais que tentemos contrariar esta conversa, por vezes parece impossível. Sentimo-la como um inimigo. Uma espécie de carrasco interior. Mas será que esta conversa tem alguma intenção? Será que, de alguma forma, está a tentar proteger-nos? Será que está a tentar poupar-nos à desilusão? Se eu esperar o pior, talvez a desilusão seja menor. Se eu acreditar que vou falhar, talvez o fracasso não doa tanto. Se eu me convencer de que nada vai mudar, talvez não tenha de voltar a ter esperança. O problema é que, nesta tentativa de nos protegermos da desilusão, podemos acabar a viver permanentemente dentro dela. E, muitas vezes, esta voz não está a tentar destruir-nos. Está a tentar proteger-nos. Só que aprendeu a fazê-lo através do...

AGENDA AGOSTO/SETEMBRO

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Agosto & Setembro — Encontros para quem está pronto para mudar Há momentos na vida em que sentimos que algo em nós começa a pedir espaço. Não é um grito — é um sussurro. Um convite silencioso para olhar para dentro, reorganizar emoções, aprender novas formas de estar, respirar de outra maneira. Nos últimos meses, tenho recebido muitas mensagens de pessoas que dizem o mesmo: “Estou a precisar de qualquer coisa… mas não sei bem do quê.” E é exactamente por isso que estes encontros existem. São para quem está a atravessar mudanças. Para quem sente que já não cabe na versão antiga de si próprio. Para quem quer compreender, integrar, transformar — com calma, com consciência, com segurança emocional. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ 19 Agosto — Introdução à Hipnose e à Hipnoterapia (Online) A hipnose como estado natural que já vive dentro de nós. Para quem quer conhecer esta área de forma séria, segura e consciente. Valor: 15€ (dedutível na inscrição do curso de hipnoterapia Hypnos/A‑GPHM) ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ 21 Ago...

Aqueles que, no nosso passado, foram o nosso pilar, o nosso porto de abrigo, o nosso farol, o nosso colo, o nosso amparo, o nosso suporte, o nosso conselho...

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Aqueles que, no nosso passado, foram o nosso pilar, o nosso porto de abrigo, o nosso farol, o nosso colo, o nosso amparo, o nosso suporte, o nosso conselho... c ontinuam e continuarão a sê-lo. Mesmo que já não estejam fisicamente connosco. Seja em que plano ou dimensão se encontrem. Porque há pessoas que, depois de fazerem parte da nossa vida, nunca verdadeiramente deixam de fazer parte de nós. Assim se vai fazendo o caminho. . . . MarioRuiSantos.net

A culpa que se torna consciente é um convite, não uma sentença.

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A culpa que se torna consciente é um convite, não uma sentença. Ela ilumina o caminho e oferece-nos a possibilidade real de compromisso: fazer diferente, fazer melhor. Quando assumimos esse compromisso com honestidade, algo profundo acontece — a culpa cumpre a sua função e esvazia-se. Deixa de ser necessária. Já não precisa de ficar a ecoar dentro de nós, porque o movimento de mudança já começou. Culpa consciente não castiga. Culpa consciente desperta e liberta. Mas é importante assumir e respeitar o compromisso: fazer diferente, fazer melhor. Assim se vai fazendo o caminho. . . . MarioRuiSantos.net