Um dos grandes dilemas ou dificuldades deste nosso cérebro humano tem a ver com aquilo que nos aparece como fruto da nossa intuição ou dos nossos medos e desejos/apego. Torna-se difícil, muitas vezes, distinguir a importante diferença. Mas ela existe e podemos treinar-nos a percebê-la. Um patamar importante é observar a natureza da sensação e o ritmo da mensagem. A intuição é uma certeza calma e silenciosa que expande; o medo, a paranoia e o desejo são ruídos urgentes e repetitivos que contraem. Se a voz "grita", impõe pressentimentos catastróficos ou exige uma satisfação imediata: Não é intuição. Se a voz apenas "informa" com uma clareza desapegada e sem drama (mesmo que a mensagem seja desafiante): É a sua intuição. Em suma, a intuição afirma, o medo ameaça e o desejo implora. Por exemplo a intuição diz "segue outro caminho", o medo diz "cuidado vais magoar-te" e o desejo/apego diz "tem que ser por aqui". Em situações como esta, por...
Há quem se obrigue a controlar tudo, a antecipar tudo, procurando evitar ou afastar-se da imprevisibilidade. Isto porque a imprevisibilidade pode colocar-nos mais vulneráveis. E há quem se afaste da própria vulnerabilidade por medo de não conseguir sair dela. Como se, ao tocar nas emoções mais profundas, pudesse ficar preso na dor. Mas a verdade é outra: o que fica guardado no silêncio pesa muito mais do que aquilo que é sentido com consciência. A vulnerabilidade não é uma prisão. É uma porta. E muitas vezes, é precisamente por ela que começa a libertação. Assim nos vamos libertando da necessidade ansiosa de controlar tudo, de antecipar tudo… Assim nos vamos libertando para a vida. Assim vamos fazendo o caminho. . . . www.M arioRuiSantos.net