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AGENDA AGOSTO/SETEMBRO

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Agosto & Setembro — Encontros para quem está pronto para mudar Há momentos na vida em que sentimos que algo em nós começa a pedir espaço. Não é um grito — é um sussurro. Um convite silencioso para olhar para dentro, reorganizar emoções, aprender novas formas de estar, respirar de outra maneira. Nos últimos meses, tenho recebido muitas mensagens de pessoas que dizem o mesmo: “Estou a precisar de qualquer coisa… mas não sei bem do quê.” E é exactamente por isso que estes encontros existem. São para quem está a atravessar mudanças. Para quem sente que já não cabe na versão antiga de si próprio. Para quem quer compreender, integrar, transformar — com calma, com consciência, com segurança emocional. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ 19 Agosto — Introdução à Hipnose e à Hipnoterapia (Online) A hipnose como estado natural que já vive dentro de nós. Para quem quer conhecer esta área de forma séria, segura e consciente. Valor: 15€ (dedutível na inscrição do curso de hipnoterapia Hypnos/A‑GPHM) ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ 21 Ago...

Aqueles que, no nosso passado, foram o nosso pilar, o nosso porto de abrigo, o nosso farol, o nosso colo, o nosso amparo, o nosso suporte, o nosso conselho...

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Aqueles que, no nosso passado, foram o nosso pilar, o nosso porto de abrigo, o nosso farol, o nosso colo, o nosso amparo, o nosso suporte, o nosso conselho... c ontinuam e continuarão a sê-lo. Mesmo que já não estejam fisicamente connosco. Seja em que plano ou dimensão se encontrem. Porque há pessoas que, depois de fazerem parte da nossa vida, nunca verdadeiramente deixam de fazer parte de nós. Assim se vai fazendo o caminho. . . . MarioRuiSantos.net

A culpa que se torna consciente é um convite, não uma sentença.

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A culpa que se torna consciente é um convite, não uma sentença. Ela ilumina o caminho e oferece-nos a possibilidade real de compromisso: fazer diferente, fazer melhor. Quando assumimos esse compromisso com honestidade, algo profundo acontece — a culpa cumpre a sua função e esvazia-se. Deixa de ser necessária. Já não precisa de ficar a ecoar dentro de nós, porque o movimento de mudança já começou. Culpa consciente não castiga. Culpa consciente desperta e liberta. Mas é importante assumir e respeitar o compromisso: fazer diferente, fazer melhor. Assim se vai fazendo o caminho. . . . MarioRuiSantos.net

TENTAR ou FAZER?

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  Há uma velha ideia no desenvolvimento pessoal que diz que “tentar não é fazer”. Sedutora. Sonante. Motivacional. Mas, para muita gente, profundamente bloqueadora. Isto porque o verbo “tentar” não é o inimigo. O inimigo é a forma como o interpretamos. No meu trabalho vejo isto vezes sem conta: pessoas que lidam mal com a frustração, que têm medo de falhar, que carregam a sensação de que qualquer passo em falso confirma uma narrativa antiga de insuficiência. Para estas pessoas, eliminar o verbo tentar não liberta — aprisiona. Porque tentar não é desistir. Tentar é aproximar‑se. Tentar é regular a ansiedade antes de entrar na acção. Tentar é permitir‑se experimentar sem a ameaça de ter de acertar à primeira. O verbo tentar é, muitas vezes, o primeiro degrau da coragem. Quando alguém diz “vou tentar”, não está a anunciar derrota. Está a abrir espaço para aprender, ajustar, respirar, avançar um pouco — mesmo que ainda não consiga avançar tudo. E, para quem vive com medo de falhar, est...

Já reparaste como a história adora transformar o descontentamento numa "doença"?

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Em 1851, diziam que os escravos que queriam fugir sofriam de Drapetomania — inventaram literalmente uma doença mental cujo único sintoma era o desejo irreprimível de ser livre. Durante décadas, as mulheres que não se curvavam, que protestavam ou mostravam raiva, levavam com o carimbo de Histeria e eram internadas. E até 1973, a homossexualidade constava nos manuais de psiquiatria como um transtorno a ser corrigido. Sempre que a dor, o protesto ou a recusa em aceitar o inaceitável desconfortaram a norma, o sistema fez a mesma coisa: deslegitimou a pessoa, dizendo que ela estava doente. E hoje, o que é que mudou? Mudou a embalagem, mas o mecanismo é o mesmo. Numa sociedade obcecada pelo rendimento, pelo optimismo à força e por ter tudo sob controlo, a tristeza legítima perante uma perda, a ansiedade normal diante da incerteza ou o esgotamento de quem carrega o mundo nas costas são rapidamente rotulados como "defeitos de fabrico" do cérebro. É muito mais fácil — e rentável — ten...

É importante expressarmos...

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É importante expressarmos — sempre que possível — aquilo que sentimos. Mesmo quando as outras pessoas parecem não ouvir. Mesmo quando dão a impressão de que lhes é indiferente. Porque aquilo que fica por dizer raramente desaparece. As palavras que engolimos transformam-se, muitas vezes, em tensão, ansiedade, irritabilidade, tristeza ou cansaço. O corpo acaba por carregar aquilo que a voz não teve coragem, oportunidade ou espaço para dizer. Expressar o que sentimos não garante que sejamos compreendidos. Nem significa que os outros mudem. Mas permite-nos deixar de travar uma luta silenciosa dentro de nós. Nem sempre podemos escolher a resposta que recebemos. Mas podemos escolher não viver prisioneiros daquilo que nunca ousámos dizer. Há um preço por falar. Por vezes, é a incompreensão. Mas, quase sempre, há um preço maior por permanecer calado. E esse, muitas vezes, é o corpo que acaba por o pagar. Expressando, sempre que pudermos, sempre que conseguirmos... assim se faz o caminho. . . ....

“Porquê eu? Porquê a mim? Isto é uma injustiça!”

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  Há momentos em que a mente grita: “Porquê eu? Porquê a mim? Isto é uma injustiça!” É uma reacção humana. Mas quando este pensamento se instala ou nos revisita torna-se perigoso — não pelo que sentimos, mas pelo lugar onde ele nos deixa: presos na superfície da dor, incapazes de ver o que está por baixo. Quando acreditamos que “isto não devia estar a acontecer”, criamos uma resistência interior que nos afasta da realidade e nos afasta de nós. A energia que poderia ser usada para compreender, integrar e transformar fica bloqueada na luta contra o que já é. A verdadeira caminhada começa quando mudamos a pergunta. Em vez de “Porquê eu?”, aproximamo-nos de algo mais sábio: “O que é que isto me está a mostrar?” “Que parte de mim pede atenção?” “Que força minha está a tentar regressar à superfície?” Não se trata de romantizar a dor. Trata-se de recuperar o poder que perdemos quando nos colocamos no papel de vítimas da vida. A vida não nos castiga. A vida revela. E, muitas vezes, revela ...