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Os verdadeiros profetas

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  Os verdadeiros profetas, guias e mestres são discretos, tímidos, reservados… Não procuram a nossa atenção, o nosso tempo, o nosso “like”, os nossos aplausos, o nosso dinheiro… Mas isso não nos impede de os reconhecermos e perceber a verdade nas suas palavras, a razão escondida, nos seus gestos ou nos seus olhares. Há que estarmos atentos. Eles vão-se cruzando connosco e revelam-se na criança de colo que fica a olhar-nos fixamente quando estamos presos num pensamento. No adolescente zangado com a vida e com o mundo, que parece não querer saber. No sem-abrigo que passa por nós a falar sozinho. Na senhora do guichet que parece triste com a vida dela ou no antipático homem do café que atira com a chávena do café para a nossa mesa. Ou na velhota que passa por nós a sorrir sem sabermos porquê. Ou ainda no pássaro atrevido que pousa na janela Ou também no girassol solitário que teima em erguer-se voltado para o sol. Sim. Eles, os profetas, andam aí – umas vezes escondidos, outras vezes ...

Mulheres que podem andar sozinhas

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  Ao longo dos anos tenho trabalhado com mulheres extraordinárias. Mulheres inteligentes, sensíveis, interessantes, profundas. Mulheres que têm tanto para oferecer ao mundo. E, ainda assim, tantas delas fecham-se socialmente quando, naquele momento da vida, não têm um namorado ou companheiro. Tantas partilham comigo a dificuldade em estarem mais activas socialmente. Tantas descrevem um desconforto silencioso quando pensam em fazer programas sozinhas. Foram tantas, mas tantas, que eu próprio fui obrigado a parar. A reflectir. A investigar. A perguntar-me: de onde vem isto? Porque é que mulheres tão capazes, tão conscientes, tão autónomas… sentem um bloqueio tão profundo? Quando comecei a olhar para trás — para a história, para a cultura, para a forma como as mulheres foram educadas durante gerações — tudo começou a fazer sentido. Durante décadas (e não assim há tanto tempo), as mulheres foram ensinadas que não podiam. Não podiam viajar sozinhas. Não podiam circular livremente. Não ...

“Quem bate não lembra. Quem leva não esquece.”

Há muitos anos atrás trabalhei com uma senhora com seus setenta e poucos anos que me procurou para deixar de fumar. Tive uma primeira conversa com ela para conhecer um pouco da sua história e da sua relação com o tabaco. Nesse momento ela partilhou comigo que achava que não tinha muita auto-estima e amor próprio. Contou-me que foi educada por uma tia por causa de uma difícil confusão de família - em que os avós da mãe não aceitavam a família do pai, etc. enfim... Confirmando-lhe eu que a infância como foi vivida pode ter deixado algum impacto nessa sua falta de amor próprio, respondeu-me que havia um episódio que ela nunca tinha esquecido. Com os seus seis anitos e nessa difícil relação com essa senhora sua tia foi deixar o lixo de casa à rua e, no momento em que ela se preparava para sair de casa, a tia disse-lhe: "Olha! Aproveita e fica lá tu também!..." Relembro-vos que esta era uma mulher com mais de setenta anos e que pelo menos já teriam passado mais de sessenta anos so...

Tem paciência

"Tem paciência com tudo o que está por resolver no teu coração e tenta amar as próprias perguntas como se fossem quartos trancados ou livros escritos numa língua muito estrangeira. Não busques agora as respostas, que não te podem ser dadas porque não serias capaz de as viver. E o ponto central é viveres tudo. Vive as perguntas agora. Talvez, então, gradualmente, sem perceberes, tu vivas até chegares à resposta em algum dia distante." - Rainer Maria Rilke

Amor Próprio

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  Assumimos de forma muito ligeira a incontornável necessidade de nos amarmos e respeitarmos. E esse é um triste e gravíssimo erro. Quanto mais cedo o percebermos e corrigirmos mais cedo começaremos a construir relações mais saudáveis — connosco próprios e com os outros. Não há amor ao próximo sem amor ao próprio. . . . MarioRuiSantos.net

Rejeição

Todas as situações de rejeição que possamos viver empurram‑nos para um reencontro com a dúvida de valor que um dia tivemos sobre nós mesmos. No dia em que observamos, de forma mais consciente, essa mesma dúvida equivocada, o padrão interrompe‑se, o “feitiço” quebra‑se. Nunca mais sentiremos a rejeição com dor, porque, nesses momentos, passaremos a sentir a mais profunda reconexão connosco mesmos. . . . MarioRuiSantos.net

ACEITAR, pode não ser uma coisa fácil.

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ACEITAR, pode não ser uma coisa fácil. Especialmente se no passado de cada um de nós tivermos episódios de situações em que nos disseram que devíamos de aceitar coisas que na verdade não deveríamos de aceitar. Sim, aceitar nem sempre é fácil. Muitos de nós carregamos cicatrizes de situações em que fomos pressionados (por família, relacionamentos, religião, sociedade ou até por nós mesmos) a “aceitar” coisas que eram inaceitáveis: desrespeito, abuso emocional, manipulação, injustiças, ou a negação da nossa própria dor e limites. Quando isso acontece repetidamente, a própria ideia de “aceitar” pode ficar contaminada. Passamos a associá-la a submissão, fraqueza ou autoabandono. Aceitação saudável vs. aceitação tóxica Existe uma diferença crucial Aceitação tóxica é quando nos forçam (ou nos forçamos) a engolir algo que viola nossos valores, nossa dignidade ou nossa integridade. É o “engole e cala”. Aceitação madura é reconhecer a realidade do que aconteceu ou do que é, sem gastar energia...