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A mostrar mensagens de 2026

Conseguir ou Querer?

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  É muito frequente confundirmos estes dois verbos: CONSEGUIR e QUERER. Ou seja, se alguém diz que não consegue mudar determinado comportamento é bom que se pergunte: "Não consigo ou não quero?!" Muitas vezes, quando alguém diz "não consigo", está a descrever uma sensação de incapacidade, mas nem sempre existe uma impossibilidade real. Perguntar a si próprio "não consigo ou não quero?" pode ser um exercício de honestidade importante. Há comportamentos cuja mudança exige esforço, desconforto, disciplina ou a renúncia a benefícios imediatos. Nesses casos, o "não consigo" pode esconder um "não quero pagar o preço da mudança". Por outro lado, também é importante não sermos redutores nesta reflexão. De facto, existem situações em que a pessoa realmente enfrenta obstáculos significativos: hábitos profundamente enraizados, dependências, problemas emocionais, crenças limitadoras ou circunstâncias externas difíceis. Nesses casos, reduzir tudo a ...

Ansiedade e Raiva

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  Nem tudo o que parece ansiedade é ansiedade. Muitas vezes, o que as pessoas chamam de ansiedade é, na verdade, raiva, revolta ou indignação contida perante aquilo que lhes aconteceu. Mas admitir "estou zangado" pode ser mais difícil do que dizer "estou ansioso". Porque a raiva confronta-nos com limites ultrapassados, injustiças vividas e dores que ainda não aceitamos. Sim. Por vezes, muitas vezes, a ansiedade não está a esconder medo. Está a esconder raiva. E a melhor forma de nos libertarmos desta raiva - por mais estranho que pareça - passa por reconhecê-la, compreendê-la, aceitá-la, legitimá-la... Esse é o caminho. . . . MarioRuiSantos.net

“Não são os críticos que importam..."

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  “Não são os críticos que importam: não são aqueles que apontam como os outros tropeçam ou onde aqueles que de facto fazem poderiam ter feito melhor. O mérito pertence a quem está de facto na arena, cujo rosto está marcado pela poeira, suor e sangue, que luta bravamente, que erra e falha repetidamente, porque não há esforço sem erro ou falha, mas que conhece os grandes entusiasmos, as grandes devoções... O mérito pertence a quem se entrega a uma causa nobre; que, na melhor das hipóteses, conhece, no fim, o triunfo da grande conquista, e que, na pior das hipóteses, se falhar, pelo menos falha ousando grandemente, de tal modo que o seu lugar nunca será junto daquelas almas frias e tímidas que não conheceram nem a vitória nem a derrota.” —Theodore Roosevelt - discurso na Sorbonne, Paris, Abril 23, 1910 . . . www.Hipnose-Motivacao.net #marioruisantos

Frustração – Essa grande professora

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  - artigo publicado na revista Saúde Actual - Setembro/Outubro 2026 Há sentimentos de que gostaríamos de nos livrar. A tristeza, a ansiedade, a raiva, o medo, a desilusão, a frustração... Passamos muitas vezes boa parte da nossa vida a tentar evitá-los, controlá-los ou eliminá-los. Como se o desenvolvimento pessoal consistisse, de alguma forma, em aprendermos a viver sem aquilo que nos incomoda. Talvez seja precisamente o contrário. Talvez uma parte importante do nosso desenvolvimento pessoal consista em aprendermos a lidar melhor com aquilo que inevitavelmente faz parte da experiência humana . E a frustração é um desses sentimentos. É transversal. É recorrente. E, de uma forma ou de outra, acompanha-nos ao longo de toda a vida. A frustração aparece quando aquilo que desejamos não acontece. Quando alguém não corresponde às nossas expectativas. Quando fazemos tudo aquilo que julgávamos necessário e, ainda assim, o resultado não é o que esperávamos. Quando...

DEMÊNCIA DIGITAL - Sabe o que é?

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"Demência digital" refere-se aos efeitos negativos no cérebro e na cognição que são atribuídos ao uso excessivo ou inadequado de tecnologias digitais, como smartphones, tablets, computadores e internet. Este conceito que tem origem no trabalho do psiquiatra Manfred Spitzer sugere que a dependência dessas tecnologias pode levar a uma série de problemas cognitivos, como diminuição da capacidade de concentração, redução da memória, dificuldades em processar informações complexas e, em alguns casos, declínio nas habilidades sociais. Aqui estão alguns aspectos e preocupações frequentemente associados à demência digital: Diminuição da Capacidade de Concentração: O uso constante de dispositivos digitais pode fragmentar a atenção e dificultar a capacidade de se concentrar numa única tarefa por um período prolongado. Memória: A facilidade de acessar informações online pode reduzir a necessidade de memorizar dados e factos, levando a um possível enfraquecimento da memória de longo pra...

“Quer você acredite que consegue fazer uma coisa ou não, você está certo.” — Henry Ford

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  “Quer você acredite que consegue fazer uma coisa ou não, você está certo.” — Henry Ford Aquilo em que escolhes acreditar sobre as tuas capacidades acaba por se tornar, muitas vezes, uma escolha que condiciona aquilo que tentas, aquilo que arriscas e aquilo que consegues. Se acreditas que não és capaz, provavelmente nem tentarás. Se acreditas que és capaz, pelo menos dar-te-ás a oportunidade de descobrir. E talvez seja essa a parte mais importante: perceber que muitas das crenças que tens sobre ti não são verdades absolutas. São ideias que foste construindo. E aquilo que foi construído também pode ser reconstruído. Por isso, se acreditas que não consegues, experimenta questionar essa certeza. Talvez não precises de acreditar que vais conseguir. Talvez baste começares por acreditar que podes tentar. E, a partir daí, começa a acontecer qualquer coisa. Porque quanto mais cedo te libertares daquilo que decidiste que não podes ser, fazer ou conseguir, mais cedo começas, verdadeiramente...

O Retiro

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  O VERDADEIRO "retiro" faz-se aqui. No aqui e agora. No nosso quotidiano. . . . www.MarioRuiSantos.net

Expectativas

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Não te zangues por criares expectativas. Se tens um cérebro humano é natural que as cries. Mas ensina-te a fazer o luto daquelas que não se cumprem ou se confirmam. É importante, para esta nossa experiência humana, aprender a fazê-lo. . : . www.MarioRuiSantos.net
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  "O segredo do amor é maior do que o segredo da morte." ~ Oscar Wilde

Solidão

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"Vou dizer-te o que os eremitas perceberam: Se fores para uma floresta muito, muito distante e ficares em completo silêncio, vais compreender que estás ligado a tudo." - Allan Watts A solidão incomoda muitos de nós. Sentirmo-nos sozinhos, abandonados, rejeitados, excluídos, à parte, desamparados… pode fazer-nos sofrer profundamente. A solidão toca pontos da nossa história. Toca antigas feridas. Pode acordar memórias, medos e necessidades que talvez tenhamos passado uma vida inteira a tentar calar. E, por isso, fazemos tudo para não a sentir. Procuramos pessoas. Ruído. Actividade. Conversas. Relações. Distracções. Qualquer coisa que nos impeça de ficarmos a sós com aquilo que sentimos. Mas talvez exista algo de muito poderoso do outro lado dessa dor. Talvez a solidão seja uma espécie de cortina que precisamos de atravessar. Porque, quando conseguimos ficar connosco próprios, quando deixamos de fugir, de resistir e de lutar contra a sensação de estarmos sós, podemos descobrir a...

ESPÍRITO CRÍTICO PRECISA-SE — e não é um luxo, é uma urgência!

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  Ao longo dos anos, trabalhando com pessoas extraordinárias — sensíveis, inteligentes, profundamente humanas — tenho percebido que o maior risco não é a dor que carregam, mas a facilidade com que o mundo actual lhes tenta sequestrar a clareza. Há demasiado ruído, demasiada opinião travestida de verdade, demasiada emoção disfarçada de facto. E, no meio disso tudo, a mente humana fica vulnerável. O problema não é apenas a estupidez que circula. É a velocidade com que circula. O problema não é apenas a mentira. É a forma como se veste de “informação”. O problema não é apenas a desinformação. É a maneira como se infiltra, subtil, quase invisível, até se tornar crença. E é aqui que entra aquilo que mais defendo no meu trabalho: o espírito crítico como elemento importante do poder pessoal. O espírito crítico não é agressividade. É presença. É lucidez. É a capacidade de olhar para uma frase, uma notícia, uma opinião, e perguntar — sem medo —: “Será mesmo assim?” Não para destruir. Não pa...

A procrastinação é um sintoma, não é o problema

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Procrastinação é o adiamento voluntário de uma tarefa, decisão ou comportamento, apesar de sabermos que seria melhor realizá-lo naquele momento. No entanto, esta palavra (Procrastinação) descreve um comportamento, mas não explica necessariamente a sua causa. É um pouco como dizer que alguém «tosse». A tosse é real, mas pode resultar de coisas muito diferentes. Não tratamos todas as tosses da mesma maneira só porque têm o mesmo nome. Com a procrastinação pode acontecer algo semelhante. Duas pessoas podem deixar exactamente a mesma tarefa para amanhã e, no entanto, estarem a viver processos internos completamente diferentes. Uma pode estar a evitar a ansiedade provocada pela tarefa. Outra pode estar bloqueada pelo perfeccionismo. Outra pode estar simplesmente exausta. Outra pode não saber por onde começar. Outra pode ter dificuldade em manter a atenção numa actividade pouco estimulante. Outra pode estar sobrecarregada com demasiadas tarefas e incapaz de estabelecer prioridades. Outra p...

A VARINHA MÁGICA INTERIOR

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  Existe uma espécie de varinha mágica dentro de nós. Não muda o que aconteceu. Não faz desaparecer uma injustiça. Não transforma o errado em certo. Não apaga uma desilusão. Não faz com que aquilo que nos magoou nunca tenha acontecido. Mas pode ajudar-nos a mudar uma coisa muito importante: a importância que continuamos a dar-lhe. É uma escolha mental. Podemos dizer a nós próprios: “Isto que aconteceu foi injusto.” “Foi errado.” “Foi desnecessário.” “Eu não merecia que me tratassem assim.” “Tenho todo o direito de me sentir magoado, triste ou zangado.” E depois acrescentar: “Mas as coisas foram como foram.” “Eu não posso mudar o que aconteceu.” “E não quero continuar a carregar isto dentro de mim da mesma maneira.” “Por isso, escolho dar-lhe menos importância.” Isto não é resignação. Não é dizer que aquilo foi correcto. Não é perdoar à força. Não é fingir que não doeu. É deixar de alimentar aquilo que já nos alimentou de dor suficiente. Há acontecimentos que não podemos tornar just...