"Os seres humanos têm um forte instinto dramático para o pensamento binário, uma necessidade básica de dividir as coisas em dois grupos distintos, com nada além de um espaço vazio entre eles. Adoramos dicotomizar. O bem versus o mal. Heróis versus vilões. Meu país versus o resto. Dividir o mundo em dois lados distintos é simples e intuitivo, e também dramático porque implica conflito, e fazemos isso sem pensar, o tempo todo." ~Hans Rosling Rumi lembrou-nos que existe uma dimensão para além do certo e do errado. E neste momento actual da humanidade talvez seja importante lembrarmo-nos que num conflito entre duas partes há sempre pelo menos três perspectivas. Esse é o caminho.
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A minha filha Vitória começou a dizer "Não" e isso pode causar alguma irritação a um adulto que a tenta orientar ou guiar pela vida. E a mim também me causa às vezes. (As crianças começam a fazer isto por volta dos dois anos - quando lhes é permitido.) Para lidar com a minha frustração vou-me lembrando da quantidade de adultos que vou conhecendo que não sabem dizer "Não", que não sabem impor limites. Respiro fundo e tento reservar a minha intransigência para assuntos mais sérios. Esta coisa de dizer "Não" é a primeira forma que a criança tem de reconhecer e afirmar que é um indivíduo separado dos pais. É a base para a sua futura autonomia e autoestima. Ao dizer "Não", ela está a testar os seus limites e a procurar ter algum controlo sobre o seu mundo, o que é essencial para desenvolver a iniciativa e a capacidade de tomar decisões. Por trás desta pequena rebelde, vai-se construindo uma adulta confiante, que se respeita e que sabe o seu valor. O...
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"Bullying" e Amor – A minha história Quando era miúdo, na escola primária, sofri algum “bullying” (uma palavra que não se conhecia na altura) – era um miúdo bem comportado e atento nas aulas. O que fazia confusão a alguns dos outros miúdos. Mais tarde, na escola secundária, por razões idênticas e por ter começado a usar óculos outros miúdos gozavam comigo. Para além disso, os meus pais não tinham muitas possibilidades financeiras e a minha forma de vestir era simples e sem marcas – o que levava alguns outros miúdos a inferiorizarem-me. Quando tinha 16 anos comecei a trabalhar durante o verão e a ganhar e poupar algum dinheiro. O que me fez ficar um pouco mais espevitado e seguro de mim. E, entretanto, as condições financeiras dos meus pais melhoraram – o que também ajudou. No entanto, só muitos anos mais tarde me apercebi que muitas daquelas fricções psicológicas, emocionais – e algumas físicas - com as outras crianças e jovens tinham sido “bullying”. E isso levou-me a fica...
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Gostar de alguém não é suficiente. Sim. Por mais estranho que nos pareça é fundamental percebermos que nos nossos relacionamentos amorosos gostar da outra pessoa não é aquilo que nos leva exclusivamente a procurar ter uma relação com essa pessoa. É verdade que é fundamental ou indispensável gostarmos dessa pessoa para podermos ter uma relação com ela. No entanto, não é só por isso que devemos de avançar para uma relação com ela ou ficarmos numa relação com essa pessoa. Outros factores como valores, princípios, comportamentos, formas de estar e de ser devem ser cuidadosamente observados e ponderados. E poderemos chegar à conclusão de que até gostamos dessa pessoa mas não é com ela que nos faz sentido ficar. Esta relembrança é fundamental. Todas as semanas vejo pessoas que estão apegadas ou presas em relacionamentos pouco ou nada saudáveis com uma espécie de afirmação que as vai bloqueando: "Mas eu gosto dele/dela!..." Sim, é verdade que pode gostar dessa pessoa mas é importa...
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Por mais que as tempestades se sucedam, que os infortúnios ocorram, que as adversidades e complicações se sobreponham é importante tentarmos nunca nos queixar e agradecer. A ideia não é agradecer pela dor ou sofrimento que possamos estar a ter e sentir com todas essas complicações - isso seria masoquismo. A ideia é agradecer por aquele novo EU que sairá como resultado de mais uma superação: sobrevivente resiliente, mais sábio e mais experiente. Esse é o caminho.
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Quando uma mulher sabe o que quer numa relação amorosa, isso costuma trazer-lhe clareza e objectividade: ela consegue identificar rapidamente se alguém corresponde ou não ao que procura. Essa postura pode dar a impressão de “superficialidade”, porque: - Ela tende a não investir tempo em relações que não vão ao encontro dos seus valores ou desejos. - Pode parecer “desapegada” ou “rápida em descartar”, quando na verdade só se está a poupar a si mesma de frustrações futuras. - Em encontros iniciais, pode adoptar uma postura mais pragmática, sem se perder em idealizações românticas. Por outro lado, isso não significa que a ligação que ela estabelece seja superficial em si. Na verdade, quando encontra alguém alinhado com o que procura, tende a envolver-se de forma mais profunda, madura e consciente. Ou seja, o que nessa mulher pode ser percebido como superficialidade e muitas vezes criticado por alguns homens, na prática, é muitas vezes foco, assertividade e amor próprio. E esse é o c...