Um dos grandes dilemas ou dificuldades deste nosso cérebro humano tem a ver com aquilo que nos aparece como fruto da nossa intuição ou dos nossos medos e desejos/apego.
Torna-se difícil, muitas vezes, distinguir a importante diferença.
Mas ela existe e podemos treinar-nos a percebê-la.
Um patamar importante é observar a natureza da sensação e o ritmo da mensagem.
A intuição é uma certeza calma e silenciosa que expande; o medo, a paranoia e o desejo são ruídos urgentes e repetitivos que contraem.
Se a voz "grita", impõe pressentimentos catastróficos ou exige uma satisfação imediata: Não é intuição.
Se a voz apenas "informa" com uma clareza desapegada e sem drama (mesmo que a mensagem seja desafiante): É a sua intuição.
Em suma, a intuição afirma, o medo ameaça e o desejo implora.
Por exemplo a intuição diz "segue outro caminho", o medo diz "cuidado vais magoar-te" e o desejo/apego diz "tem que ser por aqui".
Em situações como esta, por mais difícil que seja essa circunstância, deveremos colocar-nos de forma tão serena, tão tranquila quanto possível - talvez conectando-nos com a natureza - e fazer a difícil pergunta: "É por aqui o meu caminho?" - e dar tempo para ouvir ou sentir a resposta.
Se a voz traz pressa ou pânico, é a mente (medo/desejo).
Se a voz traz direcção e quietude, é a intuição.
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