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A mostrar mensagens de outubro, 2026

*Auto-respeito e limites

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  Ao longo da vida, vamos desenvolvendo formas de nos protegermos, de nos adaptarmos e de encontrarmos o nosso lugar no mundo. E muitas dessas formas surgem por boas razões. Por vezes aprendemos a ser mais tolerantes, mais disponíveis, mais compreensivos, porque isso nos ajudou a criar ligações, a evitar conflitos ou simplesmente a sentir que pertencíamos. Mas aquilo que num momento foi uma solução, nem sempre continua a servir-nos da mesma forma ao longo do tempo. E talvez seja interessante considerar que o caminho do crescimento nem sempre passa por acrescentar algo novo. Por vezes passa também por questionar silenciosamente algumas das ideias que carregamos há anos sem as examinar. Ideias sobre aquilo que devemos suportar. Sobre aquilo que devemos aceitar. Sobre aquilo que acreditamos ser a nossa responsabilidade. Porque, por mais compreensivos, generosos ou disponíveis que procuremos ser, existe uma diferença importante entre acolher os outros e aban...

*Muitas vezes começamos, ainda na infância, a acelerar a nossa mente...

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  Muitas vezes começamos, ainda na infância, a acelerar a nossa mente... Aprendemos cedo que há muito para fazer, muito para alcançar, muito para viver. Aprendemos que o mundo se move depressa, que existem responsabilidades, problemas para resolver, desafios para ultrapassar e preocupações às quais devemos prestar atenção. E, pouco a pouco, vamos treinando a mente para correr. Primeiro porque vemos os outros fazê-lo. Depois porque acreditamos que é assim que a vida funciona. E, por fim, porque a própria correria se torna familiar. Aprendemos que é suposto ser assim. Ensinamo-nos a ser assim. E uma das razões mais profundas pelas quais nos ensinamos a ser assim é porque, algures dentro de nós, acreditamos que só seremos aceites se acompanharmos o ritmo dos outros. Que, para pertencer, é preciso correr. Que, para ser amado, é preciso corresponder. Que, para ser valorizado, é preciso fazer mais, pensar mais, preocupar-se mais. E quando uma pessoa começa a ...

*O direito de perguntar "porquê"

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O direito de perguntar "porquê" Temos o direito de perguntar. Temos o direito de perguntar por que razão certas coisas injustas, absurdas, dolorosas ou profundamente incorrectas nos acontecem. Temos o direito de sentir revolta, tristeza, incompreensão ou até indignação perante aquilo que a vida, por vezes, nos coloca no caminho. Perguntar "porquê?" não é um sinal de fraqueza. É uma tentativa natural da mente humana para encontrar sentido, para organizar o caos, para compreender aquilo que parece não ter explicação. Mas há uma realidade que nem sempre é fácil aceitar: muitas das nossas perguntas não recebem respostas simples. Algumas não recebem resposta alguma. Pelo menos não imediatamente. E quando isso acontece, a frustração pode crescer. A revolta pode tornar-se mais intensa. Podemos sentir-nos presos num diálogo silencioso com a vida, com Deus, com o Universo ou connosco próprios, repetindo a mesma pergunta, vezes sem conta, na esperança de que alguém, finalment...