Quando nos sentimos atraídos por alguém...
Quando nos sentimos atraídos por alguém ao ponto de acreditarmos que estamos apaixonados ou até que amamos essa pessoa, e surge o desejo de avançar para uma relação amorosa, pode ser importante parar por um momento, respirar profundamente e escutar não apenas o coração, mas também a nossa sabedoria interior.
Antes de dar mais um passo, talvez valha a pena perguntar:
- Esta pessoa faz-me sentir bem? Respeita-me verdadeiramente?
- Respeita os meus valores, os meus limites e a minha forma de estar na vida?
- Consigo ser eu próprio quando estou com ela, ou sinto necessidade de representar um papel para ser aceite?
- O interesse e o investimento são recíprocos, ou sou sempre eu quem toma a iniciativa?
- Gosto desta pessoa tal como ela é, ou estou apaixonado por aquilo que imagino que ela possa vir a ser?
- As suas atitudes confirmam as suas palavras?
- Sinto paz e segurança na sua presença, ou vivo demasiado tempo na dúvida e na ansiedade?
- Esta relação acrescenta valor à minha vida ou tem-me afastado de mim próprio?
- Se nada mudasse nesta pessoa, eu continuaria a querer estar com ela daqui a um ano?
- Estou a aproximar-me dela por amor e afinidade ou por medo da solidão?
- Sou valorizado pelas minhas qualidades, ou apenas procurado quando é conveniente?
- Quando expresso necessidades ou sentimentos, sou ouvido com atenção e respeito?
- Esta relação tem espaço para crescer dos dois lados, ou apenas de um?
- O que esta pessoa faz demonstra que quer construir algo comigo?
- Se um amigo estivesse exactamente nesta situação, que conselho lhe daria?
Por vezes, a mente cria histórias, expectativas e esperanças. O coração sonha, o que é natural. No entanto, a realidade revela-se sobretudo através dos comportamentos consistentes, do respeito mútuo, da disponibilidade genuína e da reciprocidade. Quando alguém quer estar connosco, regra geral, encontra formas de se aproximar. Quando alguém nos valoriza, tende a demonstrá-lo através de actos, e não apenas de promessas.
Talvez seja útil recordar que o amor saudável não exige que nos abandonemos, não nos prende numa espera interminável e não nos obriga a adivinhar constantemente o lugar que ocupamos na vida do outro. Pelo contrário, permite-nos respirar, sentir-nos respeitados e manter a nossa dignidade intacta enquanto a relação se desenvolve naturalmente.
E enquanto as respostas surgem, talvez possamos simplesmente observar, dar tempo ao tempo e confiar que aquilo que é verdadeiramente recíproco não precisa de ser perseguido, mas reconhecido.
À medida que vamos respondendo a estas perguntas com honestidade, podemos começar a notar que algumas respostas emergem de forma clara e espontânea. E quanto mais clara se torna a nossa percepção, mais fácil pode ser escolher aquilo que nos faz bem, preservando o nosso tempo, a nossa energia emocional e o respeito por nós próprios.
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MarioRuiSantos.net
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