Quando nos sentimos atraídos por alguém...


Quando nos sentimos atraídos por alguém ao ponto de acreditarmos que estamos apaixonados ou até que amamos essa pessoa, e surge o desejo de avançar para uma relação amorosa, pode ser importante parar por um momento, respirar profundamente e escutar não apenas o coração, mas também a nossa sabedoria interior.

Antes de dar mais um passo, talvez valha a pena perguntar:

  1. Esta pessoa faz-me sentir bem? Respeita-me verdadeiramente?

  2. Respeita os meus valores, os meus limites e a minha forma de estar na vida?

  3. Consigo ser eu próprio quando estou com ela, ou sinto necessidade de representar um papel para ser aceite?

  4. O interesse e o investimento são recíprocos, ou sou sempre eu quem toma a iniciativa?

  5. Gosto desta pessoa tal como ela é, ou estou apaixonado por aquilo que imagino que ela possa vir a ser?

  6. As suas atitudes confirmam as suas palavras?

  7. Sinto paz e segurança na sua presença, ou vivo demasiado tempo na dúvida e na ansiedade?

  8. Esta relação acrescenta valor à minha vida ou tem-me afastado de mim próprio?

  9. Se nada mudasse nesta pessoa, eu continuaria a querer estar com ela daqui a um ano?

  10. Estou a aproximar-me dela por amor e afinidade ou por medo da solidão?

  11. Sou valorizado pelas minhas qualidades, ou apenas procurado quando é conveniente?

  12. Quando expresso necessidades ou sentimentos, sou ouvido com atenção e respeito?

  13. Esta relação tem espaço para crescer dos dois lados, ou apenas de um?

  14. O que esta pessoa faz demonstra que quer construir algo comigo?

  15. Se um amigo estivesse exactamente nesta situação, que conselho lhe daria?

Por vezes, a mente cria histórias, expectativas e esperanças. O coração sonha, o que é natural. No entanto, a realidade revela-se sobretudo através dos comportamentos consistentes, do respeito mútuo, da disponibilidade genuína e da reciprocidade. Quando alguém quer estar connosco, regra geral, encontra formas de se aproximar. Quando alguém nos valoriza, tende a demonstrá-lo através de actos, e não apenas de promessas.

Talvez seja útil recordar que o amor saudável não exige que nos abandonemos, não nos prende numa espera interminável e não nos obriga a adivinhar constantemente o lugar que ocupamos na vida do outro. Pelo contrário, permite-nos respirar, sentir-nos respeitados e manter a nossa dignidade intacta enquanto a relação se desenvolve naturalmente.

E enquanto as respostas surgem, talvez possamos simplesmente observar, dar tempo ao tempo e confiar que aquilo que é verdadeiramente recíproco não precisa de ser perseguido, mas reconhecido.


À medida que vamos respondendo a estas perguntas com honestidade, podemos começar a notar que algumas respostas emergem de forma clara e espontânea. E quanto mais clara se torna a nossa percepção, mais fácil pode ser escolher aquilo que nos faz bem, preservando o nosso tempo, a nossa energia emocional e o respeito por nós próprios.

. . . 
MarioRuiSantos.net

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Um caminho para a Luz, apenas um caminho...

Os 10 mandamentos e os 7 pecados mortais ou as 10 directivas e as 7 virtudes da nova ordem