Sobre a energia da zanga, da raiva ou do conflito


Muitos de nós não gostamos da energia da zanga, da raiva ou do conflito. E isso faz sentido.

Muitas vezes, aprendemos a temê-la muito cedo na vida. Talvez porque crescemos à volta dela. Talvez porque a associámos a momentos de rejeição, humilhação, abandono ou insegurança. E, quando isso acontece, o nosso cérebro começa a tratar o conflito como se fosse um perigo.
Anos mais tarde, já adultos, continuamos a fugir de tudo o que se parece com confronto. Evitamos conversas difíceis. Evitamos dizer aquilo que pensamos. Evitamos desagradar. Evitamos colocar limites.
Mas esse evitamento tem um preço.
A pouco e pouco, vamos aceitando situações que não deveríamos aceitar. Vamos ficando mais afastados de nós próprios. E aquilo que começou por ser uma forma de nos protegermos acaba por se transformar numa forma de nos limitarmos.
Temos todo o direito de não gostar da energia da zanga, da agressividade ou do conflito. Mas é importante que não tenhamos medo dela.
Porque o conflito não é necessariamente violência. Nem agressão. Nem falta de amor.
Por vezes, o conflito é apenas a vida a pedir-nos honestidade. É a capacidade de dizer "não" quando é "não". De defender um valor importante. De estabelecer um limite saudável.
Crescer não passa por eliminar o conflito da nossa vida. Passa por aprendermos a estar perante ele sem fugir, sem atacar e sem nos abandonarmos a nós próprios.
. . .
Para poder ajudar neste trabalho interior aqui vos deixo o acesso gratuito a um seminário que realizei sobre este tema:
"Emoções difíceis: A RAIVA"
(duração: 1h55m)
. . .
Boa semana! 🙏
. . .

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Um caminho para a Luz, apenas um caminho...

Despertar

Perdidos...