As sensações de arrependimento ou de tempo perdido tornam-se, muitas vezes, inúteis quando compreendemos duas coisas:


As sensações de arrependimento ou de tempo perdido tornam-se, muitas vezes, inúteis quando compreendemos duas coisas:

1. Porque cometemos aquele erro ou tomámos aquela decisão.
O que estávamos a sentir?
O que procurávamos?
O que não conseguíamos ver?
O que precisávamos naquele momento?
Compreender as razões que nos levaram a fazer determinada escolha não significa desculpar o erro. Significa perceber a pessoa que éramos naquele momento.
2. Que importantes e valiosas lições e aprendizagens recebemos.
Porque, mesmo quando uma decisão corre mal, quase sempre há alguma coisa que podemos aprender com ela.
Talvez tenhamos aprendido a conhecer-nos melhor.
Talvez tenhamos descoberto os nossos limites.
Talvez tenhamos percebido aquilo que não queremos voltar a viver.
Talvez tenhamos aprendido a dizer não.
Talvez tenhamos aprendido a escolher melhor.
Assim, se há alguma coisa que ainda te prende ao passado — uma decisão, um erro, uma relação, uma oportunidade perdida — e sentes arrependimento ou a sensação de teres perdido tempo, experimenta olhar para esses dois pontos:
Porque fiz aquilo?
E:
O que é que aquilo me ensinou?
Quando compreendes a razão e encontras a aprendizagem, o passado começa a deixar de ser um lugar onde te condenas para se transformar num lugar onde aprendeste.
E talvez seja essa a verdadeira forma de deixar de perder tempo com o tempo que já passou.
Não podes mudar o que aconteceu.
Mas podes mudar aquilo que fazes hoje com aquilo que aconteceu.
Assim se faz o caminho.

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