Respostas ou Perguntas?

 


Não procures quem te dê respostas.
Procura quem te ajude a fazer as perguntas certas.
Porque, muitas vezes, aquilo a que chamas «resposta» é apenas uma forma de deixares de pensar.
Alguém te diz o que deves fazer.
Tu segues.
Alguém te explica porque és assim.
Tu acreditas.
Alguém dá um nome ao que sentes.
Tu adoptas o nome.
Alguém encontra uma explicação para a tua vida.
E tu, finalmente, deixas de a questionar.
É confortável.
Mas não é necessariamente crescimento.
Talvez não precises de alguém que te diga quem és.
Talvez precises de alguém que te ajude a questionar aquilo que pensas ser.
Que te pergunte:
E se não for assim?
E se aquilo que consideras um problema for apenas a forma que encontraste para lidar com outra coisa?
E se aquilo de que tens medo não for aquilo que realmente temes?
E se a tua necessidade de controlar não for amor pelo controlo, mas medo de descobrir o que acontece quando deixas de controlar?
E se a pergunta que repetes há anos estiver errada?
Porque há perguntas que nos fecham.
E há perguntas que nos libertam.
Por isso, desconfia de quem tem respostas demasiado rápidas para a tua vida.
E aproxima-te de quem sabe ficar contigo no espaço incómodo da dúvida.
Não para te dizer o que pensar.
Mas para te ajudar a pensar de outra maneira.
Não para te dar respostas.
Mas para te ajudar a descobrir as perguntas que ainda não tiveste coragem de fazer.
Assim se vai fazendo o caminho.


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