Se queres ver defeitos, vais ver defeitos...

 



Se queres ver defeitos, vais ver defeitos.
Se queres ver virtudes, vais ver virtudes.
Se queres ver problemas, irás encontrar problemas.
Se queres ver soluções, começarás a encontrar soluções.
Se queres ver motivos para desistir, encontrarás motivos para desistir.
Se queres ver possibilidades, começarás a ver possibilidades.
Se queres ver razões para desconfiar, encontrarás razões para desconfiar.
Se queres ver razões para confiar, também as encontrarás.
Se queres ver aquilo que está mal, o que falta, o que não tens, o que não conseguiste, o que os outros fizeram de errado...
vais encontrar tudo isso.
Mas se quiseres ver aquilo que está bem, aquilo que tens, aquilo que aprendeste, aquilo que ainda podes fazer, aquilo que os outros fizeram por ti...
também vais encontrar.
E isto é particularmente importante quando estamos perante a dor.
Porque, por maior que seja a nossa dor, por mais difícil que seja aquilo que estamos a viver, por mais impossível que nos pareça olhar para as coisas de outra maneira...
a forma como olhamos é, em última análise, uma escolha nossa.
Pensamos que não.
Assumimos que não.
Dizemos que não conseguimos evitar pensar assim, sentir assim, olhar assim.
E, naquele momento, pode mesmo parecer-nos impossível.
Mas é possível.
Não escolhemos tudo aquilo que nos acontece.
Não escolhemos todas as perdas, todas as desilusões, todas as injustiças, todas as feridas.
Não escolhemos aquilo que os outros fazem.
Mas podemos escolher, mesmo que lentamente, aquilo para que decidimos olhar.
Podemos escolher onde colocamos a nossa atenção.
Podemos escolher a pergunta que fazemos perante aquilo que nos acontece.
Podemos escolher se procuramos apenas o que está errado ou se procuramos também aquilo que ainda pode estar certo.
Não é negar a realidade.
Não é pensar positivo.
Não é fingir que não dói.
É perceber que, mesmo dentro da dor, ainda existe um espaço de escolha.
E talvez uma das perguntas mais importantes que podemos fazer a nós próprios seja:
- O que é que estou a escolher ver?
Porque aquilo para que olhamos cresce dentro de nós.
E, muitas vezes, aquilo que encontramos depende muito mais daquilo que estamos à procura do que alguma vez imaginámos.
Assim vamos fazendo caminho.


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