2008/07/21

Vítima ou Culpado


Uma das dualidades inconscientes em que vivemos perante as experiências de vida menos simpáticas é esta : entre sentirmo-nos vítimas ou culpados.
É uma tendência estranha e sofridamente simplista que nos vão condicionando a ter.
Assim, quando terminamos uma relação a arrumação primitiva que nos surge é esta de nos sentirmos vítimas ou culpados em relação ao ex-companheiro/a ou à forma como investimos emocionalmente na relação, etc.
Quando mudamos de emprego, quando mudamos de casa, quando tomamos uma decisão importante na nossa vida, quando nos acontece algo menos positivo, etc... a tendência básica é de nos "arrumarmos" como vítimas ou culpados.
E mais, se não o fizermos desta forma, podemos ser acusados de insensíveis.
Se em alternativa, perante algo que nos acontece, reagimos com uma postura de observador tranquilo, que aprende, que muda ou aceita e que cresce, instalamos uma dinâmica de libertação na nossa vida.
Uma dinâmica que nos liberta mas que - ao mesmo tempo - nos traz alguma responsabilidade: a responsabilidade de nos tornarmos mais sábios.

Relembro a propósito disto a sábia oração/meditação de
Reinhold Niebuhr :
"DEUS concede-me a serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar
A coragem para mudar as coisas que posso
E a sabedoria para perceber a diferença."

8 Comments:

Anonymous teresa said...

cada vez acredito menos em dualidades

terça-feira, julho 22, 2008 12:32:00 da manhã  
Anonymous josé barbosa said...

ser ou não ser, ainda é a questão

terça-feira, julho 22, 2008 12:57:00 da manhã  
Blogger Rita Ana said...

E quando a Serenidade, a Coragem e a Sabedoria se revelam ocas? Será que existem mesmo? A Liberdade é que não existe seguramente. Feliz, livre e sábio aquele que serena e tranquilamente observa, bebe e aprende...porque cresce - de dentro para fora ;)
Bem-hajas

quinta-feira, julho 24, 2008 12:31:00 da manhã  
Blogger Mário Rui Santos said...

Acredito que os ocos e vazios que se nos apresentam, em forma de circunstâncias ou de pessoas, são fantásticas oportunidades de ginasticarmos os nossos abraços de luz, que nos ajudam também a preencher os nossos vazios e espaços ocos.
Resta escolhermos fazê-lo ou não, ou talvez ponderar uma terceira ou quarta via...

quinta-feira, julho 24, 2008 10:58:00 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

O fluxo e refluxo da natureza que também está em nós, dentro de nós.
O inverno e o verão e as suas nuances.Maré vazia, maré cheia.Onda que vai,onda que vem.
Os vazios e os cheios, o bem estar e o menos bem estar.
A liberdade,quanto a mim,é deixarmo-nos ir com o fluxo e aproveitar as experiências que a vida teceu só para nós.
um grande abraço

quinta-feira, julho 24, 2008 4:02:00 da tarde  
Blogger Mário Rui Santos said...

Liberdade, sim...também é isso. Mas continuo a acreditar que para além do fluxo e refluxo entre a noite e o dia, podemos ainda escolher muitos e tantos outros, entre a manhã e a tarde, entre a madrugada e o crepúsculo, entre o nascer e o pôr do sol. Liberdade parece-me ser também isto : escolher o ponto de partida e o ponto de chegada, criar derivações, ter fluxos, refluxos, afluxos, transfluxos, profluxos, anfluxos e fluxos outra vez ;)
Abraço

quinta-feira, julho 24, 2008 4:12:00 da tarde  
Anonymous teresa s. said...

Expandir a nossa energia e dá-la ao universo para que a utilize conforme precise é o que tenho aprendido ou relembrado desde que te conheci. Corresponde talvez ao teu abraço de luz. Assim o vazio desaparece e fica uma sensação que não sei nomear.
Talvez seja isso que temos de aprender.
Há tantas pessoas que sentem esse vazio, começando por mim.
Abraços

quinta-feira, julho 24, 2008 5:53:00 da tarde  
Blogger Mário Rui Santos said...

Talvez nos tenhamos relembrado um ao outro que esse vazio é sempre uma fantástica oportunidade de preenchimento :) abraço

segunda-feira, julho 28, 2008 12:03:00 da manhã  

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