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Mensagens

A mostrar mensagens de 2026
Se és homem e não tens estado bem emocionalmente ou psicologicamente e não tens procurado ajuda, estas são as prováveis razões que te podem estar a travar nessa busca de ajuda: 1. A pressão para seres "inabalável" Desde cedo, a sociedade ensina-te que ser homem é sinónimo de força, autossuficiência e resiliência absoluta. Podes sentir que admitir uma vulnerabilidade é o mesmo que admitir uma falha no teu caráter ou na tua masculinidade. A ideia de que deves ser o "pilar" da família ou do trabalho muitas vezes impede-te de reconhecer que esse pilar também precisa de manutenção. 2. A barreira da autossuficiência Talvez tenhas crescido com a convicção de que deves resolver os teus problemas sozinho. Pedir ajuda pode parecer uma perda de controlo ou de autonomia. No entanto, cuidar da mente exige ferramentas específicas que, tal como em qualquer outra área técnica, por vezes precisam de um especialista. 3. Dificuldade em nomear o que sentes Se nunca foste incentivado ...
Ciúme, inveja, cobiça, comparação... são atitudes, sentimentos ou emoções que não surgem por "maldade", mas sim como mecanismos de defesa e adaptação que nos acompanham desde os primórdios da humanidade. São emoções de "protecção" que, embora desconfortáveis, tentam manter-nos competitivos e seguros num ambiente social. No passado, se um membro da tribo acumulava mais comida ou poder, isso poderia significar menos recursos para os outros. A inveja funcionava como um alerta biológico: "Atenção, tu estás a ficar para trás na hierarquia de sobrevivência". Também nos primórdios da humanidade garantir que um parceiro ou aliado permanecesse fiel era essencial para a criação da prole e para a segurança do grupo. E o ciúme surgiu como preservação de vínculos bem como para proteger investimentos emocionais e reprodutivos. Psicologicamente, como não temos uma régua absoluta para "sucesso" ou "felicidade", usamos o vizinho como métrica. Fazemos ...
  Um dos grandes dilemas ou dificuldades deste nosso cérebro humano tem a ver com aquilo que nos aparece como fruto da nossa intuição ou dos nossos medos e desejos/apego. Torna-se difícil, muitas vezes, distinguir a importante diferença. Mas ela existe e podemos treinar-nos a percebê-la. Um patamar importante é observar a natureza da sensação e o ritmo da mensagem. A intuição é uma certeza calma e silenciosa que expande; o medo, a paranoia e o desejo são ruídos urgentes e repetitivos que contraem. Se a voz "grita", impõe pressentimentos catastróficos ou exige uma satisfação imediata: Não é intuição. Se a voz apenas "informa" com uma clareza desapegada e sem drama (mesmo que a mensagem seja desafiante): É a sua intuição. Em suma, a intuição afirma, o medo ameaça e o desejo implora. Por exemplo a intuição diz "segue outro caminho", o medo diz "cuidado vais magoar-te" e o desejo/apego diz "tem que ser por aqui". Em situações como esta, por...
Há quem se obrigue a controlar tudo, a antecipar tudo, procurando evitar ou afastar-se da imprevisibilidade. Isto porque a imprevisibilidade pode colocar-nos mais vulneráveis. E há quem se afaste da própria vulnerabilidade por medo de não conseguir sair dela. Como se, ao tocar nas emoções mais profundas, pudesse ficar preso na dor. Mas a verdade é outra: o que fica guardado no silêncio pesa muito mais do que aquilo que é sentido com consciência. A vulnerabilidade não é uma prisão. É uma porta. E muitas vezes, é precisamente por ela que começa a libertação. Assim nos vamos libertando da necessidade ansiosa de controlar tudo, de antecipar tudo… Assim nos vamos libertando para a vida. Assim vamos fazendo o caminho. . . . www.M arioRuiSantos.net
Amor próprio – Um dos amores mais importantes da nossa vida (artigo publicado na Revista Saúde Actual - Mar/Abr) “Você, assim como qualquer pessoa no universo inteiro, merece o seu amor e a sua afeição.” — Buddha Pode parecer repetitivo, batido, monótono… este tema do amor próprio. No entanto, continua-se a verificar que a falta desse amor próprio é o problema que podemos encontrar mais presente e a montante de muitas perturbações emocionais e sociais. E poucas vezes se vê esse défice como “o assunto” a ser trabalhado – isto porque se vai naturalizando esse mesmo problema em cada um de nós. Por isso vale a pena trazer este tema para a reflexão recorrentemente e de alguma forma ir deixando-o presente como um assunto incontornável na dimensão do bem-estar emocional e do desenvolvimento pessoal. O amor próprio é um dos pilares centrais do desenvolvimento pessoal e espiritual, porque a relação que temos connosco define todas as outras relações da nossa vida. A forma como pensamos, sent...
  *.21 Dias - 21 CONVERSAS/21 DIAS Um conjunto de 21 conversas diárias que realizei de 1 a 21 de Dezembro de 2017 1 Dezembro – 6h15 - Porquê Luz, Paz e Amor no Coração? https://youtu.be/cgHF7Pps9ac?si=DaZURos6oycaWPK6 2 Dezembro – 6h15 - A capacidade de nos colocarmos como Observadores – como fazê-lo e para quê https://youtu.be/bUKGW6U_K3s?si=sZzV8UtGx7x22HqQ 3 Dezembro – 6h15 - A Sabedoria Interna/Externa https://youtu.be/Hzv_huEWkvc?si=QSLIhvIV-APX2FC5 4 Dezembro – 6h15 - Um Lugar Seguro https://www.youtube.com/watch?v=ni2hxKgElM0 5 Dezembro – 6h15 - A Luz/Energia/Sensação https://youtu.be/dO7zEMFvyQw?si=9Q_ypuedgsWsGuHS 6 Dezembro – 6h15 - As emoções densas e o direito a senti-las ou a tê-las sentido – Tristeza, Zanga, Raiva, Frustração… https://youtu.be/H6q4Dpa8fuE?si=ZntoCFa0HivbLIkc 7 Dezembro – 6h15 -O Não-Julgamento (?) – É possível ou será uma falácia? https://youtu.be/E7sEaz5LawA?si=Nfh4243BuooKNJDf 8 Dezembro – 6h15 -Observar com olhos de v...
  Há quem diga que não pediu para nascer - mas será mesmo verdade?! Talvez não tenha havido um formulário de inscrição ou um contrato assinado antes da concepção, mas... a vida não é um acidente, é uma escolha da consciência. Na verdade é bem provável que, na linha infinita do plano reencarnatório, o espírito aceite (ou até solicite) certas provas e contextos familiares para evoluir. Dessa forma o carma atrai-nos magneticamente para as condições de nascimento que "merecemos" ou "precisamos" para equilibrar acções passadas. Nesse caso, você não só pediu, como talvez tenha insistido para estar aqui. E aceitar esta actual experiência humana como uma oportunidade e missão faz toda a diferença. Por isso, se você é uma dessas pessoas que de vez em quando pensa ou exprime essa ideia de que não pediu para nascer, pense melhor. Essa atitude perante a oportunidade que lhe foi atribuída só torna este seu desafio humano mais pesado e difícil do que ele é ou possa estar a ser. A...
Podes ser boa pessoa. E se fores ainda bem que o és! E isso significa que podes querer tentar ajudar pessoas que tu pensas ou sentes que precisam de ajuda. Mas... e se algumas dessas pessoas que tanto desabafam contigo na verdade não quiserem ser ajudadas? Será que isso te faz bem? E será que há pessoas que se queixam, reclamam, vitimizam… mas na verdade não querem ser ajudadas? Sim, há e isso acontece com muita frequência. E é bom que saibas porque o fazem porque pode ser frustrante tentar ajudar alguém que parece estar num ciclo infinito de queixas - há razões profundas (e muitas vezes inconscientes) para esse comportamento: 1. O Ganho Secundário Muitas vezes, o problema não é o que a pessoa quer resolver; o problema é o que lhe traz atenção, carinho ou validação. Se a pessoa resolve o problema, ela perde o "direito" de receber apoio ou de ser o centro das atenções naquela interação. A queixa torna-se a forma principal de conexão social da pessoa. 2. Identidade Baseada na D...
  Autoestima 2.0 (artigo escrito para a Revista Saúde Actual - edição Jan/Fev 2026) “Tens valor simplesmente por existires. Não pelo que fazes ou pelo que fizeste, mas simplesmente por seres quem és.” — Max Lucado Falar de autoestima hoje é especialmente importante porque estamos a viver um momento único: nunca fomos tão expostos a comparações, padrões inalcançáveis e cobranças internas. Isso não significa, necessariamente, que exista uma “epidemia”, mas muitos especialistas apontam para um aumento perceptível de insegurança, autocrítica excessiva e sensação de inadequação — especialmente influenciadas por redes sociais, ritmo acelerado de vida e pressões sociais. Existe uma sensação coletiva de insuficiência — não porque as pessoas valham menos, mas porque estão sob estímulos que favorecem a comparação e a autocrítica. Por isso, falar de autoestima é uma forma de promover consciência, equilíbrio e compaixão consigo mesmo. O que é Autoestima E quando se fala de autoestima refe...