Falamos e ouvimos falar tanto da Luz. De uma Luz. Uma Luz que nos ilumina, que nos acompanha, que está dentro de nós. Para alguns essa Luz é Deus, para outros o Universo, a força do Universo, a Energia Universal, o Ki, o Amor, a Paz. A Luz é tanto em nós e quanto mais nos sentimos no seu caminho mais a enriquecemos conceptualmente, tornando-a mais rica e poderosa. Para outros que se sentem distantes deste conceito, admitir a possibilidade de uma Luz, que ilumina e acompanha o seu ser é uma proposta de alienação do seu próprio conhecimento ou auto-construção. É algo que não faz sentido porque os distrai de si mesmos. A estes direi que a Luz de aqui falo-escrevo é também exactamente isso: o seu próprio conhecimento e força de construção. Assim, seja você uma pessoa mais racional ou uma pessoa mais espiritual, a proposta de caminho que aqui lhe deixo é uma proposta pragmática e universal. Que será tanto ou mais espiritual, tanto ou mais racional, conforme o seu próprio sistema de crenças ...
"Despertar é um pouco assim como ficar sóbrio e passar o resto da vida num bar onde toda a gente continua a beber, bastante alcoolizada, bebendo cada vez mais e agindo de forma estranha por causa disso. E aí você vai-se perguntando porque é que não está a participar no que está a acontecer. Nessa altura chega mesmo a pensar que você próprio é um pouco estranho." - Adyashanti . . . Despertar é perceber o tanto daquilo que somos que, afinal, não faz parte de nós. É começar a distinguir entre a nossa essência e tudo aquilo que fomos aprendendo a ser para sobreviver, agradar, pertencer ou corresponder às expectativas dos outros. É um caminho de regresso. Um caminho ao encontro daquilo que em nós é mais puro, mais autêntico, mais descondicionado. E esse caminho pode ser profundamente solitário. Porque, à medida que a consciência se expande, começamos a ver coisas que antes não víamos. Começamos a questionar aquilo que antes parecia normal. Começamos a sentir que certas formas d...
"Quando não soubermos mais o que fazer, chegaremos ao nosso verdadeiro trabalho. E quando não soubermos mais que caminho seguir, começaremos a nossa verdadeira viagem." -Wendell Berry . . . Passamos uma grande parte da vida a acreditar que temos de saber. Saber o que queremos. Saber para onde vamos. Saber qual é a decisão certa. Saber qual é o próximo passo. E, por isso, quando nos sentimos perdidos, assustamo-nos. Interpretamos o vazio como um erro. Interpretamos a dúvida como um fracasso. Interpretamos a ausência de direcção como um sinal de que algo está errado connosco. Mas talvez não seja assim. Tantas e tantas vezes o vazio é sinónimo de caminho aberto. Tantas e tantas vezes a sensação de estarmos perdidos é, afinal, a experiência da liberdade. Porque aquilo que nos desorienta não é a falta de caminho. É a perda dos mapas antigos. E quando os velhos mapas deixam de funcionar, quando as respostas habituais já não respondem, quando os destinos que antes pareciam fazer sen...
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