Dar a mão


É fácil dizer o que está mal, o que é mal feito, o que é errado, o que se deve evitar, o que não se deve dizer, como não se faz. É fácil proibir, punir, reprimir, castigar, rebaixar. É fácil, estupidamente, primitivamente fácil.
Tão fácil como destruir em vez de consertar, tão fácil como eliminar em vez de criar, tão fácil como evitar em vez de abraçar, tão fácil como fugir em vez de enfrentar. É fácil, estupidamente, primitivamente fácil.

Por outro e mais interessante lado, será crescer, evoluir, expandir : dizer o que está bem, como pode ser feito ainda melhor, o que se deve procurar, o que dizer ou como fazer. Como é fantástico permitir, recompensar, motivar, elogiar. É, de facto, um desafio mas também um crescimento mútuo para um ser superior.

É dar a mão em vez de apontar o dedo. E crescer...juntos.

Comentários

DairHilail disse…
"Dar a mão é lindo"...gostei de te ler! Agora parto...hoje...calma...encontrei um alquimista...
Fica bem!
Xicha disse…
Grande abraço para si Mário
bjinhos
Xi
T Mateus disse…
... dar as mãos... não será um pensamento algo utópico numa sociedade de pais modernos que atiram as crianças para a frente da tv ou as deixam "de mãos dadas" com um game boy ou uma playstation? só que os pais se sentassem no chão, se ajoelhassem, sei lá, mas falassem com as crianças de olhos nos olhos e sem vozes de desenho animado... será esta uma cumplicidade esquecida nas corridas dos dias cheios de afazeres prioritários, o "dar a mão" de que aqui se fala? ou ter-me-ei deixado levar pela mão pequenina da imagem?
Anónimo disse…
.... e, entendendo este ensinamento fundamental para a nossa auto-estima, temos que reconhecer que deveríamos então perdoar e desvalorizar o impacto dos que proibiram, puniram, reprimiram, castigaram e rebaixaram, porque não o fazer seria fácil, estupidamente, primitivamente fácil ...
oh GV esta mão pode ser mesmo a de uma criança ou a mão da criança dentro de nós ou dos outros, para uma ou para outra será sempre mais interessante darmos a nossa mão do que apontarmos o dedo.
e sabes Rosa o castigo máximo que podemos dar a alguém que proibiu, puniu, reprimiu, castigou e rebaixou é mesmo o perdão. um perdão compassivo que torna esse alguém para nós indiferente. tão indiferente como uma pequena nuvem cinzenta que se dissolve num céu radioso.
perdoamos e olhamos para o céu, contemplamo-lo, saboreamo-lo até nos esquecermos de que aquele céu alguma vez teve uma insignificante nuvem cinzenta. e já nem nos lembramos do que esquecemos porque perdoamos e relativizamos até à sua verdadeira insignificância.

voltai sempre, vós também Dairhilail e X :)
Paula NoGuerra disse…
A maior parte das pessoas esquece-se que ao se apontar um dedo temos 4 apontados contra nós... por isso do que é que adianta?
Parece mais facil criticar do que ajudar/melhorar...
Adorei ler o que escreveste, parabens!
Namaste***
Anónimo disse…
... engraçado, sempre que venho até aqui encontro as minhas histórias!
Também eu, após um período dificil da minha vida, decidi começar a dar a mão... e é realmente fantástico!
E mesmo a dormir procuro uma mão pequenina, doce, suave... mas com tanto calor... a do meu filho!
É que só quando fui obrigada a estar sem ele percebi a quantidade de vezes que lhe apontava o dedo...
Namaste Paula :)
E Alice, as tuas histórias são também as minhas e as de muitos outros e ainda pedaços de outras...no final vamos perceber que somos todos um ! Um um desencontrado mas que se encontra cada vez mais, a cada dia que passa.
Unknown disse…
Gostei muito. Apontar caminhos é essencial e quanto mais lemos mais aprendemos e ampliamos nosso horizonte. Coloquei seu linck no meu blog.Faça o bem não importa a quem

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