2008/01/21

Erros, fracassos, falhanços, estupidezes, insucessos e outros processos


Costumo aprender mais com um erro do que com dez sucessos. Cresço com as coisas estúpidas que faço e observo, aprendo muito.
Sei que não sou uma máquina que reproduz exactamente aquilo que lhe ensinaram ou programaram. Sinto, experimento, falho, inovo e cresço. E aprendo.
Os erros não foram feitos para não se cometerem, foram feitos para aprendermos com eles. E aprender com eles não implica evitá-los, temê-los, ansiar por fugir deles. Aprender com eles significa estarmos atentos tranquilamente às condições e às variáveis que levam à não repetição desses mesmos erros, e mais importante do que tudo isso: significa melhorar. Chamo a isto crescer.

Em termos práticos, aquilo que proponho é que após um erro, um fracasso, um falhanço, insucesso ou estupidez, se abrace essa parte de nós que errou e se converse abertamente sobre as circunstâncias.

Não lhe virando a cara, apoiando esse nosso lado, partilharemos o horizonte do que pode ser feito ainda melhor.

(imagem "Molecule Man" - Berlim - escultor: Jonathan Borofsky)

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"Enganarmo-nos é o preço de pensarmos, a humanidade reina graças à ousadia dos seus erros."
Alain (pseudónimo de Émile-Auguste Chartier)

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(videoclip)

12 Comments:

Anonymous Diana said...

Se não cometêssemos erros, não viveríamos! Cometer erros pode ser encarado como a capacidade de viver sem medo.
Claro que não me refiro a erros propositados e com segundas intenções, mas, sim aos erros sem "mácula", os que na origem apenas "são" actos de vida, sem consequências premeditadas ou até tendo intenções bem louváveis.
O importante é sentirmos-nos bem por dentro e dar o melhor de nós. E se no final tivermos cometido um erro e tomarmos consciência disso, aprender a evitar o mesmo erro será o ideal.
:)

segunda-feira, janeiro 21, 2008 1:08:00 da tarde  
Anonymous jorge a. said...

Aprender com os nossos erros é um processo natural, tentar evitá-los a todo o custo é como correr na chuva e tentar avançar pelos intervalos - só iremos ficar mais molhados.
Abraço :)

segunda-feira, janeiro 21, 2008 3:09:00 da tarde  
Anonymous Diana said...

Queria acrescentar que muitas vezes os erros advêm do medo. Provavelmente, são estes os que mais necessitam de ser abraçados (entendidos e aceites)para nos possibilitarem viver sorrindo.
Acrescento, ainda, que nem sempre os erros são erros, i.e., dependem sempre da perspectiva em que estamos perante nós e os outros e vice-versa.
Um grande erro pode revelar-se uma grande solução e o inverso, também, ocorre.
NO fim o que conta é o propósito! Oxalá todos consigamos ter abertura mental para encaixar e ultrapassar, de forma construtiva, os nossos erros e os alheios.

segunda-feira, janeiro 21, 2008 3:13:00 da tarde  
Anonymous t.c. said...

Aquilo que cada vez mais percebo é que algumas pessoas tendem a martirizar-se pelos erros cometidos, bloqueados no medo da sua repetição. Esquecem-se que se os repetirem exactamente como repetiram, não irão sofrer mais do que já sofreram.
Assim, esquecidos ficam comodamente parados não porque têm medo de errar mas porque têm medo de crescer.

segunda-feira, janeiro 21, 2008 3:31:00 da tarde  
Anonymous carlos do rosário said...

Não desfazendo no teu curto mas muito eficaz texto, quero dizer-te que acho fantástica esta frase que escolheste do Alain.

terça-feira, janeiro 22, 2008 8:42:00 da manhã  
Blogger PaulaNog said...

É isso que nos faz quem Verdadeiramente Somos!

Bjs grandes***

terça-feira, janeiro 22, 2008 1:12:00 da tarde  
Anonymous rosa said...

Live ‘n learn, my friend, live ‘n learn :)

terça-feira, janeiro 22, 2008 3:10:00 da tarde  
Blogger Mário Rui Santos said...

Obrigado pelos vossos mui amáveis comentários que tornam este local de encontro bem mais interessante.
Erro erro é pensar que nesta vida não se cometem erros.
Assim o que me parece é que nós neste saboroso papel de humanos físicos temporários, devemos trabalhar a ousadia.
A experimentalidade e a busca por fazer melhor, deverão ser coisas ginasticadas especialmente pelas crianças.
A construção de novos formatos e paradigmas de sucesso e de felicidade deve ser fomentada.
Há uns tempos um amigo meu, o Pedro, dizia-me que uma das coisas mais curiosas que encontrava no ski (neve) é que a primeira coisa que os professores ensinavam aos iniciados era a levantarem-se. Bem antes de os ensinar a esquiar.
Também nos meus tempos de judoca lembro-me que a primeira coisa que o meu mestre me ensinou foi a cair. E durante algumas semanas a única coisa que pratiquei foi o cair. Só depois de saber cair bem, continuei o meu treino.

quarta-feira, janeiro 23, 2008 10:36:00 da manhã  
Blogger Xicha said...

Aprende-se demasiado com os erros cometidos e na verdade não é saudável penalizarmo-nos uma vida inteira por esses mesmos erros, somos humanos e somos errantes...
Grande abraço
XI

quarta-feira, janeiro 23, 2008 12:49:00 da tarde  
Blogger Mário Rui Santos said...

Sim Xi: somos humanos, errantes e mutantes.

quinta-feira, janeiro 24, 2008 12:09:00 da manhã  
Blogger Maria Leonor said...

o erro e o certo = a passado e presente que brincam às escondidas...

quinta-feira, fevereiro 14, 2008 1:50:00 da manhã  
Blogger Mário Rui Santos said...

benditos sejam os erros porque também deles será feito o chão das nossas vitórias

quinta-feira, fevereiro 14, 2008 10:48:00 da manhã  

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