"Falas da civilização, e de não dever ser" - Alberto Caeiro

Falas da civilização, e de não dever ser,
Ou de não dever ser assim.
Dizes que todos sofrem, ou a maioria de todos,
Com as coisas humanas postas desta maneira,
Dizes que se fossem diferentes, sofreriam menos.
Dizes que se fossem como tu queres, seriam melhor.
Escuto sem te ouvir.
Para que te queria eu ouvir?
Ouvindo-te nada ficaria sabendo.
Se as coisas fossem diferentes, seriam diferentes: eis tudo.
Se as coisas fossem como tu queres, seriam diferentes: eis tudo.
Ai de ti e de todos que levam a vida
A querer inventar a máquina de fazer felicidade!

Alberto Caeiro (outros poemas)

(obrigado Rui)

Comentários

Anónimo disse…
Ai deles, pobres deles que nos tentam impingir formatos obsoletos de felicidade - bendito Alberto, bendito Fernando
Anónimo disse…
Concordo contigo Jorge :)
Anónimo disse…
Será porque a felicidade não se faz, mas porque se descobre e está sempre dentro de nós?!...
Um abraço para todos vós,
L.C.
Anónimo disse…
lucy é certo que a felicidade está dentro de nós, depende sempre da perspectiva em que nos colocamos, mas... o ser humano é insatisfeito por natureza e mesmo quando tem quase tudo, há sempre algo que não tem, pelo menos continuamente. Quando falamos na felicidade, sentimos que deveria ser algo eterno, continuo... "Quero ser feliz." pronto isto pressupõe que vou ser sempre feliz, não é?
Acho que todos temos momentos de felicidade, maravilhosos, pequenos, grandes... momentos!E nos "entretanto", surgem outros momentos em que não somos tão felizes ou mesmo, nos sentimos infelizes. É que somos humanos.
Vamos todos tentar criar muitos momentos de felicidade, deleitarmos-nos Agora no Presente.
Anónimo disse…
Sim, Diana, concordo.
Deveremos estar sempre Despertos e Atentos para sempre viver o Presente no Agora, em plenitude com o universo, sem ceticismos, que nos tornam inseguros e ansiosos.
:)
L.C.

Mensagens populares deste blogue

Um caminho para a Luz, apenas um caminho...